8 Dezembro 2021, Quarta-feira
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Sobre a abstenção

De uma maneira geral, para a democracia, a abstenção é negativa. Mas, paradoxalmente, ou não, em determinadas circunstâncias, por exemplo, se uma pessoa não tem minimamente a certeza sobre a sua melhor opção de escolha, correndo o risco de votar contra os seus próprios interesses e da comunidade onde se insere, não é.

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Diversos fatores contribuem para a abstenção. Talvez os mais importantes, sejam a falta de esclarecimento e vontade de participação na vida coletiva. Mas também a desilusão e a confusão, conduzem ao desânimo e à indiferença.

Todos os partidos e respetivos responsáveis, dizem-se preocupados com a abstenção. Fica-lhes bem porque efetivamente ela prejudica a democracia. Mas, na realidade, no nosso caso, em Portugal, e é apenas sobre o que refletimos, embora não seja diferente da generalidade onde vigora a chamada democracia pluralista, ou, em termos marxistas, burguesa, sobretudo os dois partidos mais votados, PS e PSD, os que até à data, com ou sem o CDS, têm formado Governo, desde que os que votam, lhes deem a maioria e isso sempre tem acontecido, não se preocupam. Aliás, estes partidos, mais as novas formações da direita; Iniciativa Liberal, Livre e a versão reacionária e fascizante, o Chega, contribuem para a desilusão e confusão das massas, servindo os interesses da minoria privilegiada do sistema e deles que a representam, não apenas nas eleições legislativas e europeias, mas também nas autárquicas.

O instrumento por excelência que conduz as massas ao desânimo e à indiferença, é a comunicação social, cujos principais órgãos, são propriedade da minoria privilegiada ou, a pública, gerida pelo partido de turno no Governo. A desilusão é gerada pela prática política desses partidos. A completar o quadro, a oposição, nomeadamente a mais consequente; o PCP e a coligação que integra, a CDU,  a maioria das suas posições, iniciativas e propostas, são omitidas ou deturpadas, e raramente dão voz aos seus representantes.

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As redes sociais,sobretudo o Face Book que é a mais utilizada pela faixa etária acima dos 40/50 anos, os que mais se interessam pela vida coletiva, pela política, é uma espécie de vazadouro, onde, para se encontrar algo positivo em termos formativos e informativos, é preciso esgravatar quase como para encontrar agulha em palheiro.

Assim se explica que os dois partidos mais representativos do sistema, PS e PSD, continuem a ser os mais votados em quaisqueres eleições. Apesar de, Por exemplo, em relação às autárquicas, quem conhece minimamente a postura das diferentes forças políticas, alguém duvida que a CDU é a mais dedicada, e a que mais propostas apresenta e, com os meios que dispõe, mais obra faz a bem do povo e do país?

Entre tantos, apenas mais este exemplo: Entre Medina, Moedas e João Ferreira, este último, não seria, de longe, o melhor presidente para Lisboa?

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Os media dominantes, influenciam e manipulam o povo. Quase metade, abstém-se, e a maior parte do resto, vota, em grande parte, contra os seus interesses.

 

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Francisco Ramalho
Professor, Corroios
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