16 Maio 2022, Segunda-feira
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Qualidade de vida

Não há rigor sem base quantitativa e estatística. As estatísticas podem induzir-nos em erro se não forem consideradas como aquilo que são: uma importante base para pensar, mas nunca como um resultado final que dispense contextualização e enquadramento.

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Um exemplo tristemente ilustrativo do que acima escrevi. Se os cuidados com a saúde pudessem ser reflectidos pela percentagem dos gastos neste sector em relação ao PIB, o país do mundo que estaria à frente seriam os EUA, com os seus 17% (uso o ano de 2017, para excluir a perturbação causada pela pandemia).

Em contrapartida, países como Portugal, Espanha, Itália ou Nova Zelândia gastam “apenas” 9% do seu PIB na área da saúde. Posso garantir ao leitor, por experiência própria, que para um turista ou um cidadão norte-americano de rendimento médio, uma emergência médica é um inferno.

Há casos diários de gente que morre à porta dos hospitais, e contas astronómicas pagas por pequenas intervenções. A explicação é simples. Nos EUA não existe SNS. A saúde está pensada não para os doentes, mas para os investidores privados que enriquecem à custa da doença.

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Quando olhamos para os concelhos do distrito de Setúbal, na perspectiva da qualidade de vida, a pergunta que é importante fazer é esta: na saúde, na mobilidade e transportes, na educação, na habitação e urbanismo, nas infra-estruturas em geral, ao serviço de quem estão pensadas e implementadas as estratégias e as respostas?

Director convidado da edição de aniversário d’O SETUBALENSE

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Viriato Soromenho-Marques
Professor da Universidade de Lisboa
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