22 Setembro 2021, Quarta-feira
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O espírito Olímpico

Começaram os jogos da XXXII Olimpíada em Tóquio, um ano depois do que estava previsto e desta vez sem público devido às razões por todos nós conhecidas. Mas nem estes constrangimentos conseguem retirar a grandiosidade ao maior evento desportivo do mundo que juntam atletas de todo o mundo e de diversas modalidades.

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Os Jogos Olímpicos da era moderna têm conseguido saber-se adaptar-se ao longo dos tempos. Desde a primeira olimpíada desta era, em 1896, que cada vez mais modalidades se têm juntado à lista de modalidades olímpicas, conseguindo assim aumentar o espetáculo, a competição, o número de atletas e ir ao encontro dos cada vez mais diferenciados gostos e interesses dos amantes do desporto.

No nosso país, como sempre acordamos de um período letárgico de 4 anos onde dedicamos toda a nossa atenção e foco a apenas uma modalidade desportiva, e recordamos que existem mais modalidades desportivas. Como nas últimas edições dos jogos vários atletas nacionais, a custo de muito trabalho, empenho, dedicação e estoicismo, têm conseguido superar todas as contrariedades e contra todas as expectativas e alcançar excelentes resultados permitindo-lhe poderem participar na maior competição desportiva do mundo. Atletas do judo, atletismo, canoagem, triatlo, ciclismo entre outras têm conseguido trazer medalhas olímpicas, enchendo naturalmente o país de orgulho pelas suas prestações.

Um atleta olímpico não se faz em 4 anos. As performances que vemos nos jogos, são o culminar de anos de trabalho intenso desde os primeiros anos de vida dos atletas. São fruto de um elevado investimento pessoal e das suas famílias que por si só não terá sucesso, necessitando para que tal aconteça de um acompanhamento cerrado por parte de clubes e outras entidades políticas e desportivas.

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Se queremos mudar o paradigma do desporto português, temos de em primeiro lugar alterar por completo a nossa atitude e postura. Terá de se apostar fortemente na formação de novos atletas em diversas modalidades, nas condições de treino e de competição, e principalmente não concentrar a esmagadora maioria das crianças em apenas uma modalidade esperando que se tenha a sorte de encontrar uma nova estrela do futebol.

Desejo a todos os atletas portugueses que participam nestes jogos todo o sucesso e que se consigam alcançar todos os seus objectivos. Independentemente de medalhas, todos nós estamos muito orgulhosos.

PS

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Faleceu Otelo Saraiva de Carvalho, líder operacional do 25 de Abril. A sua acção nesse dia foi fundamental para que o movimento que libertou Portugal de uma ditadura serôdia não se transformasse num banho de sangue fratricida. Os erros que cometeu depois não nos podem fazer esquecer o importante papel que teve para hoje vivermos em democracia. Naturalmente não era uma figura consensual, e a suas posições extremistas acabaram por afastá-lo de um papel mais proeminente que poderia ter tido no Portugal democrático. Que descanse em paz e obrigado pela liberdade que ajudou a dar a este país.

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