20 Maio 2022, Sexta-feira
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O Brasil, Moçambique e o fanatismo religioso

O Brasil é um gigante à deriva. E Moçambique, outro grande país irmão, ambos são vítimas do obscurantismo e do fanatismo religiosos.

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No Brasil, as confissões evangélicas, nomeadamente a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), deram um decisivo contributo para a eleição de Jair Bolsonaro. O responsável pelo agravamento geral da vida no país, pelo aumento da destruição da Amazónia, com todas as graves consequências regionais e até mundiais, uma vez que se trata do denominado pulmão da Terra. Depois, com ligeireza, ignorância e prepotência como (não) tem tratado a pandemia, é responsável pela morte diária já de 4 mil pessoas e de vários milhões de infetados.

Lula e Dilma Rousseff, não estando livres de reparos, mas num país onde a corrupção é endémica, tiraram milhões de brasileiros da miséria absoluta e projetaram o Brasil como grande potência na cena internacional.

Tal como se prevê, esperemos que o primeiro, ou outro potencial candidato oriundo ou não do PT, mas bem mais digno que o atual, seja eleito, e volte a dar novo rumo àquele gigante de dimensão continental, com mais de 200 milhões de almas.

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Moçambique, depois da guerra de libertação e da que opôs a RENAMO à FRELIMO, há quase três anos, uma vasta região, Cabo Delgado, tem sido vítima de outro tipo de guerra. Uma guerra importada, absurda e cruel, imposta pelo criminoso fanatismo religioso islâmico.

Os últimos episódios desta guerra suja, com o assassinato de centenas de pessoas da forma mais hedionda que nem crianças poupa, é uma vergonha universal. A organização da qual estes terroristas fazem parte, reclama-se alinhada com o autodenominado Estado Islâmico que há muito, tais crimes pratica. É absolutamente inaceitável que ainda não tenha sido contido por quem mais meios tem, e se arma em paladino da democracia universal. A tão badalada comunidade internacional(CI). Leia-se, EUA, seus aliados e a NATO.

Só que, o maestro da CI, EUA, tal como fez no Afeganistão que armou e apoiou os Talibãs para derrubarem o Governo revolucionário de Najibullah que tentava arrancar o seu povo ao analfabetismo, ao obscurantismo religioso e ao quase feudalismo, também agora tem feito vista grossa ao EI, ou utilizando-o contra a Síria, pelo facto do Governo deste país, não lhe prestar vassalagem.

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Dizer ainda que naquela região, potencialmente muito rica, nomeadamente o seu subsolo, mas madrasta para o seu povo, há cerca de 3 anos que o terror lá se instalou. Agora, de forma mais intensa, violenta e bárbara, provocando centenas de milhar de refugiados. Alguns, não conseguindo sequer sobreviver.

O Governo e o presidente Nyusi, não estão isentos de críticas. É verdade que o país é imenso e os meios não abundarão. Que tentem evitar ingerências, compreende-se. Já não se compreende, terem deixado chegar a situação àquele tão crítico e lamentável estado, sem apelarem ao mais que justificado auxílio. Por exemplo, à ONU, UA (União Africana), Angola, África do Sul, Portugal.

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Francisco Ramalho
Professor, Corroios
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