21 Junho 2021, Segunda-feira
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Garantir a esperança de Abril e cumprir a Constituição da República Portuguesa

Passado o vendaval da noite eleitoral de 24 de janeiro é bom que retomemos o caminho de assumir as responsabilidades que nos cabem, a todos e a cada um, na construção de uma sociedade mais fraterna, inclusiva e solidária e um Portugal mais justo.

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Foram muitos anos de luta e de sacrifício, muitas vezes com o risco da própria vida, para conquistar a Liberdade e a esperança de uma vida melhor.

Quando Abril floriu, o Povo saiu à rua e em liberdade afirmou e firmou o espírito e a letra do Regime Democrático. É um legado que nos cabe aprofundar e defender contra ventos e marés e não desistir porque algum vendaval passou por aqui.

Afinal, a abstenção de sessenta por cento não foi tão elevada como se anunciava. Nas eleições presidenciais de 2016 foi de 51 por cento e, em 2011, já tinha sido de 53 por cento. Em tempos de pandemia, de confinamento e de medo é até de enaltecer o esforço dos portugueses no cumprimento do seu direito e dever cívico de votar.

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Coisa diferente e alarmante é saber que, nos últimos vinte anos, em praticamente todos os atos eleitorais (autarquias e órgãos de soberania) a abstenção se situa entre os quarenta e os sessenta por cento. Assim, constata-se que em mais dez milhões de inscritos em recenseamento eleitoral, entre quatro e seis milhões de portugueses não têm participado na escolha dos seus representantes em cada uma das eleições.

Nesta situação, creio que não será nenhuma novidade afirmar que a democracia está doente e, a continuar assim, é o próprio Regime Democrático que estará em causa. Os resultados eleitorais do passado dia 24 de janeiro são o prenúncio bem claro desta constatação.

Os sintomas já existem há muito tempo, mas o que temos visto são discursos muito bonitos, promessas por demasiado tempo adiadas, parecendo que se espera que um dia acordemos com os problemas resolvidos. Mas a realidade não se compadece com estas promessas e discursos. Porque a vida de muitos portugueses e de muitas famílias é demasiadamente dura, e há demasiado tempo, para se continuar a esperar que cumpram com cara alegre as regras de uma cidadania que os vem sufocando.

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O tema é demasiado vasto e complexo para ser tratado num artigo de opinião, mas não posso deixar de chamar a atenção para o facto de as zonas de maior votação no candidato presidencial que ficou em terceiro lugar coincidirem com as zonas do interior mais despovoado e as periferias das vilas e cidades.

O sentimento de abandono leva ao desespero e à autoexclusão e, por consequência, à adesão às promessas fáceis do populismo e antissistema.

Cabe a todos lutar pela afirmação da esperança de Abril e pelo cumprimento do espírito e da letra da Constituição da República Portuguesa, a lei fundamental do País que urge ser aplicada em todo o território nacional e em prol de cada cidadão, independentemente da origem social, cor, género, preferência política ou religiosa.

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