1 Dezembro 2021, Quarta-feira
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PENSAR SETÚBAL: Carta a Carlos Silva

Começo por dar-lhe os parabéns e referir-lhe que para a construção da sua lista de consenso foi indispensável o trabalho altamente meritório de Francisco Alves Rito, Helena Parreira e Paulo Oliveira, o que não surpreende uma vez que são três vitorianos prestigiados.

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Todavia, durante a derradeira reunião onde se foi construindo a referida lista, não respondeu a nenhuma das questões que lhe coloquei, nem mencionou que esta candidatura tem o apoio da Câmara Municipal de Setúbal.

Se olhar para a geografia da 1ª Liga fica logo esclarecido. A norte do rio Douro existem nove (!!!) clubes: Porto, Boavista, Guimarães, Braga, Gil Vicente, Paços de Ferreira, Moreirense, Rio Ave e Famalicão.

Metade da 1ª Liga numa área cujas localidades distam no máximo 50 Km entre si, com os óbvios benefícios sociais, económicos, desportivos e políticos que daí advêm, para toda uma região.

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Lisboa, três: Benfica, Sporting e B-SAD; Regiões Autónomas, três: Marítimo, Nacional e Santa Clara; Região Centro, Tondela.

A sul do rio Tejo somente dois, Farense e Portimonense. Alentejo, nem um. Uma tristeza.
Quanto ao Distrito de Setúbal, foi aquele que nas últimas cinco décadas mais peso perdeu no mapa do futebol, tendo chegado a ter seis (!!!) clubes na 1ª Liga: Vitória, CUF, Barreirense, Montijo, Amora e Seixal.

Actualmente, nem um. Aí sim, um deserto, uma tristeza e um forte motivo de reflexão.

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Se o futebol vai mal, todas as restantes modalidades se ressentem, quer queiramos, ou não.

Quanto a si, gostaria de apresentar-lhe a “eterna” tabela:

Em vinte cinco anos, o Vitória teve apenas quatro mandatos completos, nove mandatos incompletos e quatro comissões de gestão, num registo claro e inequívoco de instabilidade directiva.

Actualmente, o Vitória encontra-se falido, sem património, com um estádio obsoleto, com 24 milhões de euros em dívidas e agora condenado ao 3º escalão.

Desde 2015 que o Vitória tem estado debaixo da alçada dos Planos Especiais de Revitalização (PER), tendo o último sido aprovado em Junho de 2019 e reflecte as dívidas mencionadas atrás.

As dívidas ao Estado cifram-se em 5,2 milhões de euros, a fornecedores e a outros credores chega quase ao milhão de euros e os financiamentos obtidos superam os 17,5 milhões de euros.

Depois temos a SAD. Dívidas? Quais são? Quantos milhões? Ninguém sabe ao certo. A SAD foi sempre uma entidade intencional e deliberadamente opaca, onde imperou a falta de competência e aproveitamentos pessoais, que depauperaram e fragilizaram o clube, o que constitui um sério obstáculo para a entrada de investidores sérios e credíveis. Sei do que estou a falar.

Caro Carlos Silva; desejo-lhe a si e a toda a sua equipa, um óptimo ano de 2021 e as maiores felicidades no desempenho desse árduo e espinhoso cargo.

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