26 Julho 2021, Segunda-feira
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COVID-19: Cabe-nos a nós

Os efeitos da COVID-19 e por causa da COVID-19 são duas realidades que os portugueses encaram diariamente.

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Os efeitos da doença e a sua alta capacidade de contágio levam a que todos tenhamos que contribuir para que ela se erradique. Contudo o efeito colateral do contributo generalizado dos portugueses com o confinamento e distanciamento social é nefasto para as empresas e os empregos que estas asseguram. É um mal necessário, mas faz muito mal à economia.

É importante encararmos agora o nosso papel nos efeitos que existem por causa da COVID-19. Na economia da nossa região pode-se ter um papel ativo.

Para isso basta acrescentar aos habituais critérios de compra o local. Todos os consumidores ponderam a qualidade, o preço, a rapidez de entrega, entre outros. Hoje é essencial pensar “onde” comprar. Esse critério pode fazer a diferença para o local onde residimos.

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O conceito onde se compra e que promove as compras no comércio local não é nada de novo. Mas nunca foi tão importante para sobrevivência para os empresários e trabalhadores.

Na pesca, na agricultura, comércio, serviços, indústria cabe ao consumidor dar o impulso a estes negócios locais que pela sua dimensão estão fortemente afetados por esta pandemia. Cada empresa e emprego dá dinâmica económica e social às localidades onde se situam.

Este pensamento não dirigido em função da dimensão do negócio. Todas as empresas são importantes para cada uma das suas regiões.

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Muitos empresários estão sem amparo. Apenas o lay-off chega (com atraso) às empresas e trabalhadores. E todas as outras ajudas que o governo disponibiliza são dívida para pagar mais tarde. Sem vender as empresas não funcionam nem pagam salários, a decisão onde comprar fundamental para o nosso distrito e região.

Sem empresas e empregos a nossa região sofrerá uma contração económica, mas também social. Afetará seguramente a qualidade de vida no distrito de Setúbal. Realizar um consumo consciente do local e origem dos produtos e serviços é contribuir para o local e região onde residimos.

Não se trata de ser regionalista, trata-se de querer o melhor para o nosso distrito. Com o arranque do “desconfinamento” o local para onde se dirige o nosso consumo é simultaneamente o local para onde se dirige a nossa ajuda.

Sempre que puder compre local ou regional é uma ajuda que está a dar ao nosso distrito de Setúbal.

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