27 Maio 2022, Sexta-feira
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Tempos de mudança

O país e o mundo vivem momentos de grande incerteza, e de medo, naturalmente.
É tempo de refletirmos. Colocarmos as nossas vidas, em perspetiva.

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Milhares de vidas, já se perderam. Outras, mais, se perderão. Felizmente, no nosso país, os governantes têm inteligência, e bom senso. Infelizes daqueles que vivem (des) governados por criminosos, e lunáticos. Felizmente, no nosso país, temos um sistema de saúde público. Felizmente, aplaudem-se médicos, enfermeiros, auxiliares, que deixam as próprias vidas para trás, porque o momento é de salvar outras vidas.

Em contrapartida, alheias a tudo, algumas pessoas, passeiam-se. Incapazes de cumprirem com o único sacrifício que se lhes pede. Ficarem em casa. Provavelmente, as mesmas que apontam o dedo, que têm uma opinião sobre tudo, que têm fórmulas mágicas, que desenvolvem teorias com base no nada e que, no final, cá estarão para culparem, e para criticarem. Ignorantes. Não perceberam, nada.

Mas, porque estes não são a maioria, muitas têm sido as palavras de reconhecimento pelo comportamento que a maioria dos portugueses tem adotado, neste momento único, e ainda com tantas incertezas em relação ao futuro, que se quer próximo.

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De repente, fomos obrigados a parar. Estranhámos. Estremecemos. Mas, parámos. E parar tem de significar, necessariamente, refletir. Será dessa reflexão que encontraremos a solução para evitar, ou não, as próximas guerras.

Como somos pequenos, diante de tudo isto! Não importa se somos mais ou menos anónimos, se temos mais ou menos poder, se somos brancos ou pretos, se somos ricos ou pobres, se somos daqui ou dali, se temos esta ou aquela orientação sexual, se temos este ou aquele credo. Somos todos, de igual forma, vulneráveis, e dependemos todos uns dos outros. Somos todos iguais.

Esta guerra, dá-nos uma oportunidade única. Sairmos dela, seres humanos diferentes. Esta guerra trouxe, a muitos de nós, tempo. O tal bem precioso que, tantas vezes, nos queixávamos de não ter. Bem sabemos que este não é o tempo que gostaríamos de ter. Pois não. Mas ainda assim, aproveitemo-lo. Aproveitemo-lo para perceber quais serão, a partir de agora, as nossas prioridades. Percebermos o que podemos melhorar, tanto a nível individual, como a nível coletivo. Percebermos a importância dos nossos comportamentos, e das nossas ações na vida de outros.

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No momento que hoje vivemos, e sobretudo, na incerteza do amanhã, para muitos a antecipação de uma, mais que possível, situação de desemprego, para outros a redução do salário, torna este momento não, tanto, de reflexão, mas de uma enorme angústia. A vida ficará, para muitos, suspensa, de novo.

Este é o momento em que, os nossos governantes têm de atuar com medidas que protejam as pessoas, e é isso que tem vindo a ser feito. Este é o momento em que os empresários têm de pensar nas pessoas, como pessoas. Este é o momento em que a União Europeia tem de ser, de facto, uma união dando jus ao nome, e sendo coerente com os valores que estiveram na génese da sua criação.

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