5 Dezembro 2021, Domingo
- PUB -
InícioOpiniãoAmor Electro – A banda

Amor Electro – A banda

Dois Mil e Onze. Um ano comum do século Vinte e Um. Com princípio a um sábado, segundo o calendário gregoriano. Um ano marcado pelas manifestações nos países Árabes. O ano da morte de Amy Winehouse, em Londres. O ano do fim da trilogia que o cantor e compositor português Fausto Bordalo Dias inaugurou em Mil Novecentos e Oitenta e Dois, com “Por este Rio Acima”. E o ano dos Amor Electro. A veleidade de criar algo desigual, inspirador, provocador. O provir de Marisa Liz, Tiago Pais Dias, Ricardo Vasconcelos e Rui Rechena. Amizade a perder de vista.

- PUB -

O álbum de estreia “Cai o Carmo e a Trindade” foi lançado em Abril de Dois Mil e Onze. E desde então não têm parado de crescer. Porque o amor é parte integrante. Ou a base de todas as coisas, que é a mesma substância. No momento atual são uma das presenças principais da moderna música feita em português.

Sentir a música é expor na alma um corpo inteiro, e todas as sensações lavradas em pedra. A modernidade aliada à voz teatral de Marisa Liz. O registo principal. O arrepio dos pés à cabeça. As tradições. As raízes populares. A portugalidade obrigatória, emocional, extrema. Um álbum que canta além dos “Sete Mares”, sempre com um “Amanhecer” melhor. A banda que toca “Onde Tu Me Quiseres”. Para lá do mundo, por exemplo. Num “Barco Negro” elevado aos céus por Amália Rodrigues. O repleto sangue português. Um país inteiro e “A Máquina”. A canção epígrafe. A guitarra lusitana e o rock imposto antes de tudo. Porque é assim que o rock existe. Um estilo que não se deixa corromper por zonas de conchego. A atitude colocada em palco de uma forma absolutamente intrínseca. A entrega assertiva. Temas que fazem parte da vida das pessoas e de uma forma de existir que só e apenas os Amor Electro conseguem transmitir.

O aclamado segundo disco de originais irrompe no ano Dois Mil e Treze. A “(R)evolução” evidente. A conversa entre o que pertence à casa que os viu despoletar para o mundo e a particularidade de lugares ainda não percorridos. Um Portugal cada vez mais rock. Um Portugal cada vez mais exigente e ligado às grandes interpretações. Um álbum que traz na bagagem uma sentida homenagem a José Luís Tinoco, com o tema “No Teu Poema”, e a Fernando Tordo, com a canção “Adeus Tristeza”. E o primeiro arrancamento com “A Nossa Casa”. Uma canção que percorre as veias da genialidade. Uma nova roupagem de alma. O electro maduro e a mesma envolvência com o público. Um amor seguido de “Só É Fogo Se Queimar”, com letra e música de Jorge Cruz. A música “100 Medos”, que “Rasga A Saudade” num ápice, e que dissipa um género de “Adeus Tristeza” a tudo o que nos provoca aflição. E é sempre no “Esplendor Do Vendaval” que brota uma “Flor Azul”.

- PUB -

Em Dois Mil e Catorze surge a reedição do álbum “(R)Evolução”, que abrange o título “Mar Salgado”, da autoria da dupla Tiago Pais Dias e Marisa Liz, a que se juntou a gravação do “Concerto Mais Pequeno Do Mundo”, da Rádio Comercial. Agora também com Mauro Ramos. O membro oficial. O baterista imponente.

Em Dois Mil e Dezasseis a banda desperta com uma nova colisão. O single “Sei” feat Miguel Pité, MC dos Megadrive, que fará parte do novíssimo álbum de originais. O som que invoca o acordar das cidades, o tremor dos pássaros, o amor efervescente.

Em suma, estou convencido de que os Amor Electro são uma espécie de deus que ajudam a modificar a falta de amor através da música. A equipa toda reunida. A banda disposta a partir tudo. No bom sentido, claramente. É Amor. É Electro.

[Fancy_Facebook_Comments language="pt_PT"]
- PUB -

Mais populares

Tribunal reconhece direito de retenção de casas a famílias de Azeitão após falência de cooperativa

Decisão reconhece que famílias têm os seus créditos "garantidos" e "reconhecidos" pelos montantes que já pagaram, e que, como “consumidores” e por "tradição", têm...

Caso de gripe das aves detectado em Palmela

A DGAV lembrou que não existem evidências de que a gripe aviária seja transmitida para os humanos através do consumo de alimentos, como carne de aves de capoeira ou ovos

Novas máquinas permitem emitir ou carregar cartão Navegante em apenas “um minuto”

Para já, encontra-se disponível um equipamento em cada um dos nove concelhos do Distrito que integram a AML   Os passes de transportes públicos Navegante podem...
- PUB -