12 Agosto 2022, Sexta-feira
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Felicidade onde nasci

É com gratidão, responsabilidade e expetativa que inicio esta colaboração periódica com o DIÁRIO DA REGIÃO.

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Faço-o porque me identifico com os valores e matriz do jornal, essencialmente na sua dimensão local. É aqui, no local, que existem os recursos que todos conhecemos; solo, água, território e, sobretudo, pessoas. É no local que vivem pessoas.

No início de mais um ano, tempo de balanços e prospetivas, a questão é, como ser feliz em 2017 na terra onde vivemos?

Andamos nas ruas, entramos num café, atendemos um telefonema e batemos na verdadeira crise – a crise dos cinzentos que somos, a grande massa de povo que se deixa (des)governar. Todos aqueles que conhecem todos os seus direitos, que esperam que as condições para serem felizes lhes sejam oferecidas por alguém. É altura de tomarmos a decisão de governar o nosso barco. O “serei feliz quando…” não existe! É a desculpa perfeita para sermos, cada dia, mais infelizes. Deixar de esperar que sucedam algumas coisas para sermos mais felizes é o primeiro passo para o sermos.

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É na terra onde nascemos, onde vivemos, que podemos ser mais felizes. Tudo aponta para o local, o up local, é o caminho para a sustentabilidade duradoura aos mais variados níveis, designadamente o pessoal.

Vivemos num país que tem tudo para sermos felizes.

As nossas terras, cidades, vilas e aldeias, são magníficas. Temos todos os recursos necessários para vivermos bem, temos um património imaterial único. Na verdade, a escolha depende de cada um de nós. Chega da farra deliberada de deixar tudo igual e ficar à espera que algo mude para melhor!

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É fundamental aperfeiçoar o conhecimento, melhorar os padrões gerais de cultura (processo educativo) e estabelecer redes de difusão de saber útil. Temos de voltar a saber que a castanha da Índia controla eficazmente o colesterol; que em poucas semanas a tensão arterial baixa consideravelmente com as sementes de linhaça moídas. É inteligente voltar a construir casas de adobe (terra), quentes de inverno e frescas no verão, saudáveis e que duram 300 ou 400 anos. Sabemos trabalhar a terra nas condições biofísicas que temos. A nossa floresta tem um potencial único. No que respeita a infraestruturas, temos do melhor que há no mundo. Todos os dias os estrangeiros que escolhem o nosso país para viver o testemunham. Dizem-nos que na cultura vivemos momentos únicos. O que nos falta? Bons governantes? Então e a nossa parte, está assegurada? De onde aparecem esses homens e mulheres que nos vão governar bem e levar ao sucesso? Ainda acredita em passos de magia?

Comentários

Carlos Cupeto
Universidade de Évora
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