FMM termina com balanço positivo mas datas de 2027 continuam por definir

FMM termina com balanço positivo mas datas de 2027 continuam por definir

FMM termina com balanço positivo mas datas de 2027 continuam por definir

Regata dos grandes veleiros resulta de um protocolo assinado entre o município e a entidade internacional responsável pelo evento

O Festival Músicas do Mundo (FMM), em Sines, terminou com balanço positivo, apesar da quebra de 18,97% na venda de bilhetes no Castelo, e sem data definida para a edição de 2027, revelou a organização. 

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A indefinição deve-se à possível realização do evento ‘The Tall Ships Race 2027’, entre 29 de julho e 1 de agosto, na cidade de Sines, período que poderá coincidir com as datas habituais do FMM. 

Segundo o presidente da Câmara de Sines, Álvaro Beijinha, “as datas que estão previstas” para a passagem dos grandes veleiros por Sines apontam para “os últimos dias de julho” do próximo ano.

“A data dos ‘Tall Ships’ está definida pela entidade que [o] organiza, não somos nós que a impomos”, afirmou na conferência de imprensa onde fez um balanço provisório do festival.

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A regata dos grandes veleiros resulta de um protocolo assinado entre o município e a entidade internacional responsável pelo evento, esclareceu o autarca.

Ainda assim, acrescentou, o município “não tem a certeza absoluta” de que a ‘Tall Ships Race 2027’ se concretize, uma vez que está “dependente de financiamento do Turismo de Portugal”, apontando o mês de setembro como horizonte para uma decisão.   

Perante esta possibilidade, o diretor artístico e de produção do festival, Carlos Seixas, alertou para as consequências de alterar um período que o FMM consolidou ao longo dos anos.

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“Conquistámos o espaço da data e é essa a ponderação que se deve ter”, tendo sempre em conta que “a grande tribo do festival viaja para Sines na última semana de julho”, afirmou o programador.

Apesar da indefinição sobre 2027, Álvaro Beijinha garantiu a continuidade do FMM em Porto Covo, durante o atual mandato. 

“Ponderámos a questão, ouvimos as pessoas, fizemos uma reunião pública, tomámos a decisão de manter o festival em Porto Covo e, pelo menos, neste mandato, é para continuar” na aldeia turística, sustentou.

Quanto à adesão, o FMM registou “um total estimado de 70 mil espetadores”, resultante da soma do público “por datas, palcos e períodos”, esclareceu a organização em resposta por escrito a questões colocadas pela agência Lusa.

Os concertos do Castelo de Sines, únicos com bilhete pago, na noite de sábado, foram, “como habitualmente”, os que reuniram “mais público”, indicou. 

Ainda segundo o Município de Sines, “registou-se alguma quebra na venda de bilhetes no Castelo (menos 18,97%)”, face à edição anterior.

A organização relacionou esta quebra com a “redução generalizada do poder de compra da população”. 

Apesar de não terem sido apresentados números concretos, em Porto Covo, “a perceção” do município é de que a afluência “se aproximou dos números de edições anteriores”.

Durante a conferência de imprensa, Carlos Seixas salientou que a dimensão do evento não pode ser avaliada apenas através da bilheteira do Castelo. “O festival não é só o Castelo. O festival é um todo”, defendeu.

Depois de o FMM ter representado uma despesa total de 2,1 milhões de euros em 2025, Álvaro Beijinha confirmou que a redução de custos desta edição deverá situar-se entre 350 mil e 400 mil euros. 

“Propusemo-nos conter alguma despesa, cortar gorduras”, explicou o presidente da câmara, admitindo um eventual reforço do investimento no próximo ano.

Para Carlos Seixas, a contenção teve consequências, traduzindo-se em menos concertos, menor carga horária e numa redução da diversidade geográfica e cultural do cartaz. 

“Com a restrição orçamental há menos concertos do que antes”, afirmou, garantindo que o objetivo foi manter a qualidade da programação. 

Uma das principais mudanças desta edição foi a tentativa de concentrar o campismo numa área preparada pelo município, reduzindo as tendas espalhadas pela cidade.

Para 2027, a organização já manifestou intenção de reforçar as condições da zona de campismo ocasional, ampliando a área e o sombreamento para os festivaleiros.

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