Eleitos culpam o programa “Arrábida sem Carros”. PS fez aprovar a implementação do Pay-As-You-Throw
Os vereadores do PS eleitos na Câmara de Setúbal disseram, durante a reunião pública desta quarta-feira, que os moradores do Vale da Rasca têm sido prejudicados com a entrada em vigor do programa “Arrábida sem Carros”.
Dizem os eleitos que “as radicais limitações à circulação não vieram apenas restringir o acesso de carro a todos aqueles e aquelas que, sendo residentes ou não no concelho de Setúbal, visitam as praias da Arrábida, mas também limitar a mobilidade” daqueles habitantes.
As interdições no trânsito obrigam a que os moradores tenham de “realizar um percurso significativamente maior, cerca de 12 km adicionais, para chegar às suas casas”. O condicionamento do trânsito decorre entre o cruzamento da Rua Amália Rodrigues com a Travessa da Rua da Saúde e a Praia da Figueirinha e, a partir da zona urbana de Setúbal, é necessário fazer um desvio pela Aldeia Grande.
Para os socialistas esta questão “tem um impacto significativo e representa uma sobrecarga que se reflete diariamente no seu orçamento familiar e na sua qualidade de vida”.
Junto do executivo municipal em exercício os eleitos exigiram “imediata correção desta profunda injustiça”. Consideram que é “incompreensível que os moradores do Vale da Rasca estejam impedidos de circular para aceder às suas próprias casas, enquanto qualquer pessoa que apresente uma reserva num restaurante ou beach club beneficia dessa autorização – exceção que não está prevista no programa, mas que, na prática, é aceite”.
Outro dos assuntos levados a reunião do executivo, e que mereceu aprovação, foi a implementação do Sistema de Pagamento em Função da Produção de Resíduos – PAYT (Pay-As-You-Throw).
Este vai permitir “estabelecer uma ligação direta entre a quantidade de resíduos indiferenciados produzidos e a tarifa paga pelo utilizador, concretizando de forma efetiva o princípio do poluidor-pagador e criando incentivos económicos à redução da produção de resíduos e ao aumento da reciclagem”, tendo já sido implementado nos municípios de Guimarães, Maia, Moura, Aveiro, Lisboa, Condeixa-a-Nova ou Seia.
Este sistema vai permitir, segundo os eleitos, “reduzir significativamente a quantidade de resíduos indiferenciados; aumentar as taxas de recolha seletiva e reciclagem; diminuir os custos de tratamento e deposição em aterro, face à menor quantidade de resíduos indiferenciados e promover uma maior justiça tarifária”.