PJ investiga homicídio negligente em caso de bebé esquecida dentro de carro à porta da creche

PJ investiga homicídio negligente em caso de bebé esquecida dentro de carro à porta da creche

PJ investiga homicídio negligente em caso de bebé esquecida dentro de carro à porta da creche

Alerta foi dado às 15h55 e ao local acorreram os Bombeiros Voluntários de Cacilhas, PSP e socorristas do INEM que a encontraram em paragem cardiorrespiratória

Sofia, bebé de 18 anos, morreu na quinta-feira à tarde após várias horas fechada e esquecida dentro de uma carrinha de transporte escolar à porta de um colégio em Almada, com sol direto todo o dia e vidros escuros fechados.

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Os vidros impediram que fosse vista pelas centenas de turistas que passavam e saíam do Cristo Rei, mesmo ao lado. A menina tinha sido entregue em casa de manhã, mas ficou na viatura, Pegeout 5008, cerca de oito horas até que a própria mãe, quando a foi buscar, deu o alerta. Sofia foi encontrada, às 16 horas, já sem vida.

As primeiras diligências da PJ no local apontam para um cenário de homicídio negligente grosseiro, ou seja, apesar de não existir uma intenção de matar, há uma negligência grosseira praticada por quem se esqueceu da menina dentro do carro.

O crime é punido com uma pena até três anos de prisão. Quando é grosseiro, ou seja, praticado por quem tinha um dever de cuidado sobre a menina, a pena sobe até aos cinco anos, o limite para a suspensão da pena, sem prisão efetiva.

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O caso aconteceu à porta da creche Mestre Cuco, na Avenida Cristo Rei e no acesso ao monumento nacional. Ao que foi possível apurar, a menina não frequentava esta creche, mas um outro pólo, da mesma instituição, a 1,5 quilómetros, na Rua Alfredo Keil, também no centro de Almada.

A bebé devia ter sido levada para aqui depois de ser entregue em casa, a uma funcionária, pelos pais, mas não aconteceu e acabou por ser esquecida. Foi depois levada para a porta da sede do Colégio, onde foi deixada esquecida.

O alerta foi dado às 15h55 e ao local acorreram os Bombeiros Voluntários de Cacilhas, PSP e socorristas do INEM que a encontraram em paragem cardiorrespiratória. Apesar das manobras de reanimação, primeiro pela equipa da PSP, a primeira a chegar, a bebé acabou por não ter qualquer reação e o óbito foi declarado no local pela equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital Garcia de Orta.

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O INEM fez ainda deslocar ao local uma equipa de psicólogos para dar apoio aos pais da menina, que estavam no local quando esta foi descoberta.

Logo após o óbito, o corpo da bebé foi transportado para o Instituto de Medicina Legal, onde será agora submetida a autópsia para determinar, sem dúvidas, as causas da morte. Só após ser realizado o relatório pelo perito do IML, pode existir detenções.

Apesar das tentativas de obter esclarecimentos, por telefone junto do Colégio, a direção informou que não iria prestar declarações. Durante toda a tarde, os pais da menina receberam apoio psicológico do INEM, que acionou equipas da Unidade Móvel de Intervenção Psicológica de Emergência.

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