Paulo Pisco: “Se o PSD tivesse concorrido às autárquicas os resultados tinham sido diferentes”

Paulo Pisco: “Se o PSD tivesse concorrido às autárquicas os resultados tinham sido diferentes”

Paulo Pisco: “Se o PSD tivesse concorrido às autárquicas os resultados tinham sido diferentes”

Antigo presidente da concelhia volta a candidatar-se ao cargo. Até ao momento é o único a querer assumir o lugar de Paulo Calado

Paulo Pisco, 55 anos, é candidato à presidência da secção de Setúbal do PSD. Até ao momento é o único proponente a ficar no cargo que é agora ocupado por Paulo Calado.

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Militante no partido laranja desde 1984 considera que este é o momento de assumir a liderança da concelhia, explicando que estão a ser ultrapassados desafios nunca vistos.

É, neste momento, presidente da Mesa do Plenário da concelhia, mas, entre 2021 e 2022, ocupou o cargo para o qual se volta agora a candidatar. Nos órgãos da cidade já foi eleito na assembleia de freguesia da UF Setúbal, em São Sebastião, eleito na assembleia municipal e foi vereador de substituição.

Em entrevista a O SETUBALENSE diz que o PSD é necessário em Setúbal e que, se tivessem concorridos nas eleições autárquicas, os resultados seriam diferentes. Refere que o partido não está representado no movimento independente “Setúbal de Volta”, mas que, se for eleito, vai afirmar o PSD na região.

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Que razões o levaram a avançar para uma candidatura à liderança da concelhia?

Avanço para esta candidatura convencido que a política tem de se adaptar à vida acelerada e em transformação que estamos a viver. Em Setúbal, no País e no Mundo. Faço-o como um imperativo de consciência. Sempre entendi a atividade cívica e política dessa forma. Apesar, ou além disso, a minha já longa experiência política, permite enfrentar os novos desafios, com uma visão alargada sobre o essencial a ser feito nos próximos anos.

As circunstâncias colocaram à secção de Setúbal, onde milito desde 1984, desafios que nunca vivemos. Entenderam outros, e eu próprio, que era a pessoa mais bem preparada para o fazer. Aqui estou.

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Reconhece que existe “alguma animosidade interna”, mas propõe-se a unir a secção. De que forma o pretende fazer?

Dentro da secção não julgo existirem divisões. Penso até que o PSD Setúbal está mais unido do que nunca. O que existiu foi uma diferença de opinião sobre o caminho a seguir nas autárquicas. Recordo que em assembleia de secção foi aprovada por unanimidade uma estratégia que foi contrariada pela Nacional e pela Distrital, ou por quem as dirige. A diferença foi de estruturas não dentro da secção. Entre os militantes de Setúbal existe muita coesão na análise e sentimento face ao que se passou. Mas conheço que tendo a estratégia imposta saído vencedora existe a necessidade de virar a página, enfrentando com realismo e até alguma criatividade os próximos quatro anos. Para isso parece-nos ser muito importante ter o partido unido como um todo. A nível local, distrital e nacional.

Acompanha a posição nacional de apoiar o movimento independente que agora lidera a Câmara de Setúbal, ou considera que o PSD não está representado nos órgãos autárquicos?

O PSD Nacional apoiou o movimento independente nestas últimas eleições autárquicas. Recordo que a candidatura independente apoiada ganhou a câmara com pouco mais de 1000 votos tendo mesmo perdido as restantes autarquias.

Como se compreende se o PSD de Setúbal tivesse concorrido, os resultados tinham sido diferentes.

Recordo que também recentemente que a Nacional apoiou um candidato presidencial que perdeu de forma expressiva. A vida democrática é assim. Umas vezes ganha-se outras não. Mas as convicções e os princípios dos partidos, quando os têm e vão no sentido de servir as populações com verdade e visão de futuro, acabam por se afirmar.

O PSD de Setúbal é uma realidade presente desde o início da construção democrática no concelho. Somos um partido fundador da democracia. Lutámos desde 1974 contra todos aqueles que tiveram uma pulsão totalitária na região, participando na afirmação e construção do Poder Autárquico, em Setúbal desde a sua primeira eleição.

Nesse sentido é muito estranho para os militantes da secção e para os seus eleitores, não ter tido a sua sigla no boletim de voto, assim como não ter o nosso programa e os nossos candidatos a representarem aquilo em que acreditam.

Passámos de 21 autarcas eleitos, em 2021, para nenhum autarca eleito, em 2025. Tínhamos tido um resultado autárquico em 2021 que nos orgulhávamos, com dois vereadores, seis deputados municipais e treze espalhados pelas cinco assembleias de freguesia. Mas não é só o número são as políticas que ajudámos a promover. Apresentámos propostas muito relevantes para os setubalenses e azeitonenses, durante estes últimos anos.

Não deixando de responder à questão que colocou, o movimento independente, que ganhou a câmara, refere sistematicamente e bem, que apenas se representa a si próprio.

Assim como, naturalmente, o PSD de Setúbal não tendo autarcas eleitos não está representado nos órgãos autárquicos.

Isso não invalida que possamos, como sempre o fizemos no passado, apoiar as decisões do município que nos pareçam positivas, criticando e opondo-nos quando assim não for.

Como é que olha para a atual situação política no concelho? Considera que, daqui por quatro anos, o PSD poderá apresentar listas aos órgãos autárquicos?

Temos agora desafios vários no futuro da cidade. O concelho mudou politicamente. Nas últimas legislativas, como se recordarão, Setúbal deixou definitivamente de ser “a cidade vermelha”. Azeitão e a União foram ganhas pelo PSD e São Sebastião, Sado e Gâmbia pelo Chega. Setúbal, já não é uma cidade dominada pela esquerda.

Percebemos, por tudo isto, que ao PSD é exigido uma responsabilidade acrescida, porque é no PSD que poderemos ter respostas de futuro. Moderadas, ponderadas e que apontem a um desenvolvimento para todos os setubalenses e azeitonenses.

Nesta candidatura sentimos mesmo que não fará sentido ser de outra forma. O PSD Setúbal faz muita falta aos setubalenses por isso não pode deixar de assumir as suas responsabilidades.

Se for eleito a 28 de fevereiro quais são as primeiras medidas que quer mudar no seio da concelhia?

Conjuntamente com um vasto número de militantes desta secção, que têm o mesmo entendimento sobre PSD que eu próprio, apresentamo-nos para “Afirmar Setúbal”, princípio e fim desta candidatura. Afirmar no partido, na cidade, no concelho, na região e no Mundo. E já o começámos a fazer como é evidente na campanha realizada.

O propósito com que nos candidatamos é simples. Temos uma visão de que seremos mais fortes se estivermos unidos, mas não negociamos nem cedemos no que para nós é essencial, defender os interesses da nossa terra e das suas gentes, transportando-a para o século XXI, e para os seus desafios emergentes. Para isso, propomos unir a secção e reforçar o PSD. Virar a página relativamente ao que se passou nas Autárquicas. A história foi a que se sabe e agora temos de seguir em frente. Adaptarmo-nos sempre e fazer melhor.

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