“Os Emigrantes” de Mrożek é exibido quase meio século depois

“Os Emigrantes” de Mrożek é exibido quase meio século depois

“Os Emigrantes” de Mrożek é exibido quase meio século depois

Inicialmente, a representação foi planeada em 1978 e 45 anos depois, chega ao palco

O Teatro Animação de Setúbal (TAS) apresenta a peça “Os Emigrantes”, que chega ao palco de 15 a 18 de outubro, no Fórum Municipal Luísa Todi.

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A ação centraliza-se no interior de um teatro abandonado e simula ideia de teatro dentro do próprio teatro, para realçar a sensação de isolamento e refúgio partilhado por dois homens emigrantes, tornando o cenário o centro do próprio mundo.

Escrita pelo dramaturgo polaco Sławomir Mrożek, a produção explora o quotidiano de dois homens com origens distintas que partilham o mesmo refúgio, que funciona como um microcosmo, onde confrontam os seus sonhos, medos e diferenças, enquanto exploram a luta pela sobrevivência de quem é obrigado a deixar o país de origem.

Interpretada por André Moniz e Gonçalo Romão, a obra procura expor a vulnerabilidade humana, onde a promessa de liberdade confronta-se com a xenofobia, o medo, o isolamento e a esperança de regressar a casa.

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Focado nos temas centrais de emigração e sem incorporar culturas ou marcas nacionais específicas, o espetáculo é marcado pela reciprocidade que une as duas personagens, enquanto convivem com as dificuldades sentidas. O objetivo é refletir sobre a condição do emigrante na sociedade.

A produção conta com a tradução de João Lourenço, a cenografia de Duarte Victor e Sara Rodrigues, figurinos de Sara Rodrigues, desenho de luz de José Santos, ambiente sonoro de João Bordeira, construção cénica de Rui Curto e a fotografia de Marta Banza.

“Os Emigrantes”, estreia a dia 15 pelas 21h00, e tem uma duração aproximada de 90 minutos, e é classificada para maiores de 16 anos. Decorre também nos dias 16 e 17 às 21h00 e dia 18 às 17h00.

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Os bilhetes custam 15 euros e estão disponíveis na bilheteira do equipamento cultural e através da Bilheteira Online.

A exibição, que conta como a 155.ª produção do TAS, resgata uma obra que, por motivos desconhecidos, foi pensada para ser apresentada em 1978, e proporciona ao público uma oportunidade de reflexão sobre temas como a emigração, isolamento social e integração em sociedades.

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