Instabilidade ativa, erosão acelerada e risco de colapso estrutural foram identificados na avaliação
A obra de estabilização e contenção da encosta entre a estrada N10-4 e o Parque Urbano de Albarquel (PUA), arranca na segunda-feira e tem um prazo de execução de 45 dias. A intervenção pretende reduzir o risco de novos desabamentos, na sequência dos episódios de instabilidade registados durante as tempestades do início do ano, e reforçar a segurança de automobilistas e peões.
Promovida pela câmara municipal, e com um valor de 100.984,95 euros, com a taxa de IVA, a empreitada é conferida à empresa Obras Públicas e Transportes Sul do Save Unipessoal, Ld.ª e tem como objetivos abrandar o risco iminente de derrocada e queda de blocos ou atritos na via pública, de forma a garantir a segurança dos automobilistas e peões, e a salvaguarda das infraestruturas. A intervenção tem carácter urgente e provisório, tendo em conta a instabilidade dos solos e os efeitos da ação meteorológica sobre as encostas daquela zona.
A avaliação realizada ao talude, situado entre a Estrada da Rasca (N10-4), que liga Setúbal às praias, e a zona de estacionamento do Parque Urbano de Albarquel, identificou sinais de instabilidade ativa, erosão acelerada e risco de colapso estrutural.
Entre os problemas detetados estão uma área de solo completamente exposto, na sequência de um deslizamento recente de terras, a acumulação de material instável junto ao edificado e ao muro existente, e árvores em risco de queda devido ao movimento dos solos. A infiltração da água da chuva poderá ainda provocar novos desabamentos a curto prazo.
O abatimento do talude obriga, por razões de segurança, à supressão de uma das vias de circulação na N10-4. A proximidade do Parque Urbano de Albarquel, uma zona de lazer junto ao rio bastante frequentada pela população, reforça a necessidade de uma intervenção rápida para evitar a queda de detritos sobre a estrada e proteger as infraestruturas localizadas nas cotas inferiores.
A autarquia pretende, assim, reduzir os riscos associados à instabilidade da encosta e evitar que novos episódios de derrocada possam provocar danos materiais ou comprometer a circulação rodoviária. A natureza provisória da intervenção está relacionada com a necessidade de atuar rapidamente perante as condições identificadas no local, através de uma solução de contenção de execução célere.
“A intervenção compreende a execução de trabalhos de perfilamento do talude e decapagem de zonas instáveis, o assentamento de uma manta geotêxtil – material que aumenta a estabilidade dos taludes – ao longo da superfície escavada, a colocação de um enrocamento como estrutura de contenção e a realização de um acabamento”, lê-se em comunicado enviado a O SETUBALENSE.
Segundo o comunicado, a solução foi concebida para responder com rapidez à situação de risco, de forma a assegurar a estabilização provisória da encosta e procurando evitar novos danos estruturais e interrupções na circulação rodoviária. O prazo previsto de 45 dias deverá permitir executar os trabalhos necessários para reduzir a vulnerabilidade do talude e reforçar as condições de segurança na zona.