Os socialistas querem ouvir a corporação que tem mais partos efetuados em ambulâncias sobre o transporte de emergência pré-hospitalar
Os deputados parlamentares do PS eleitos pelo círculo de Setúbal querem ouvir os Bombeiros da Moita sobre a situação preocupante da Saúde na região. António Mendonça Mendes, Eurídice Pereira, André Pinotes Batista, Margarida Afonso e Carlos Pereira solicitaram uma reunião com o presidente e com o comandante da corporação para discutirem o transporte de emergência pré-hospitalar na península de Setúbal.
Os Bombeiros Voluntários da Moita fecharam 2025 com o registo de 15 partos feitos em ambulâncias e, neste início do novo ano, já realizaram mais um, sendo a corporação com mais respostas neste domínio no nosso país.
“Estas continuadas ocorrências em ambulâncias levantam preocupações quanto às condições gerais de resposta de emergência pré-hospitalar no que ao transporte diz respeito, situação que exige uma reflexão e uma resposta cabal por parte do Governo. Nesse sentido, os deputados do PS querem conhecer em profundidade a experiência, os anseios e as propostas que esta equipa tem, no sentido de se ultrapassarem os graves constrangimentos da resposta no nosso distrito, que se têm agravado nos últimos meses”, justificam os socialistas, em comunicado.
“A confiança da população no Serviço Nacional de Saúde tem vindo a sofrer um forte abalo com o Governo da AD e é uma prioridade absoluta para os deputados do PS tudo fazer para restabelecer essa confiança, pelo que o diálogo com as entidades que, no terreno, cumprem essa nobre missão é essencial”, adiantam os parlamentares socialistas.
À margem da solicitação, por parte dos eleitos socialistas por Setúbal, de uma reunião com os Bombeiros da Moita, o Grupo Parlamentar do PS requereu a audição, com carácter de urgência, do presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), sobre a falha de socorro atempado a um homem no Seixal, que acabou por falecer.
“Trata-se de mais um acontecimento com final trágico no distrito de Setúbal por falta de socorro de emergência atempado, o que se torna mais preocupante no quadro das medidas previstas para a urgência de obstetrícia. Tendo em conta que o serviço público de emergência exige transparência, prestação de contas e informação clara à população, com critérios de resposta e métricas objetivas, torna-se inaceitável situações como a ocorrida no Seixal, com cidadãos sem o serviço de socorro exigido”, consideram os socialistas, que apontam o dedo ao Governo. “É intolerável que falhas na emergência e no socorro à população resultem num desfecho trágico sem que o Governo assuma as responsabilidades que lhe cabe”, concluem.