Vice-Almirante Nuno Chaves Ferreira destaca a forte ligação de Setúbal ao mar que justifica a escolha para receber a sessão
O Comandante-Geral da Polícia Marítima, Vice-Almirante Nuno Chaves Ferreira destacou a escolha de Setúbal para acolher a cerimónia nacional de entrega de crachás da Polícia Marítima, sublinhando a forte ligação da cidade ao mar. “Que melhor escolha poderia haver do que Setúbal, cidade profundamente ligada ao mar?”, disse, acrescentando que “o estuário do Sado, o porto, a pesca, a indústria, o turismo e a náutica de recreio fazem desta região um dos grandes polos marítimos de Portugal”.
A cerimónia dos formandos do 39.º Curso de Formação de Agentes da Polícia Marítima decorreu ontem no Largo José Afonso, numa sessão que contou com a presença da vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria do Carmo Tiago e do presidente da Assembleia Municipal, Paulo Lopes, e foi presidida pelo Comandante-Geral da Polícia Marítima, Vice-Almirante Nuno Chaves Ferreira.
O Comandante-Geral aproveitou também a ocasião para agradecer “a excelente cooperação existente entre a Polícia Marítima e a Câmara Municipal de Setúbal, que muito tem contribuído para a segurança de pessoas e bens, para o desenvolvimento das atividades marítimas e para a proteção dos nossos espaços marítimos”.
Durante o discurso, apresentou alguns dos projetos em curso para a modernização da instituição, entre os quais um sistema de inteligência aérea não tripulada, num investimento de 1,8 milhões de euros, bem como novos equipamentos de investigação e análise forense. Sublinhou também as responsabilidades da Polícia Marítima e da Direção-Geral da Autoridade Marítima na proteção do ambiente marinho e costeiro.
No âmbito operacional, destacou a continuidade das missões de combate ao narcotráfico através das operações “Porta Fechada” e “Barra Fechada”, bem como a criação da operação “Litoral Fechado”, que permitiu intercetar, pela primeira vez, embarcações de alta velocidade no estuário do Tejo, em duas ocasiões distintas.
O Vice-Almirante anunciou ainda o lançamento, na próxima semana, de um novo livro dedicado à Polícia Marítima, destinado a divulgar a missão da instituição, preservar a sua memória e aproximar os jovens desta carreira. “Uma instituição que conhece a sua história, valoriza os seus símbolos e respeita os seus homens e mulheres está mais bem preparada para enfrentar o futuro”, concluiu.
Dirigindo-se aos novos agentes, o responsável salientou que, a partir daquele momento, passam a integrar “uma instituição com história, identidade e responsabilidades próprias”. Alertou ainda para os desafios da profissão, referindo que “a vida que agora iniciam não será fácil” e que exigirá “disponibilidade, disciplina, espírito de sacrifício, coragem para decidir e também serenidade para exercer autoridade com firmeza, humanidade e equilíbrio”.
Deixou igualmente uma palavra de reconhecimento à Escola da Autoridade Marítima Nacional e aos seus formadores, destacando que foram eles que, “com exigência, rigor e disponibilidade” contribuíram na preparação dos alunos para esta nova etapa.
Naquela que classificou como a sua “última cerimónia pública” a que presidiu enquanto Comandante-Geral da Polícia Marítima, disse que será “até ao último dia, um enorme orgulho comandar os homens e mulheres que diariamente servem a instituição com elevada distinção”.
Foram ainda entregues durante a cerimónia, medalhas de mérito policial marítimo, medalhas de cruz policial marítima, o prémio de aprumo e apresentação pessoal e o prémio de mérito escolar.