100 ANOS DO DISTRITO DE SETÚBAL, 100 ACONTECIMENTOS.
A história do Instituto Politécnico de Setúbal, que catapultou a região e afirmou-se como uma das principais referências do ensino superior em termos nacionais
A “fornada” inicial de diplomados registou-se em 1990. Eram estudantes do curso de formação de educadores de infância e professores do 1.º ciclo do ensino básico (bacharelato). Tinham integrado a primeira turma, criada em 1987, da Escola Superior de Educação, e entravam assim para história do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), que fora fundado em 14 de outubro de 1979.
Cerca de 11 anos distaram entre a criação daquela que se apresenta como única instituição de ensino superior no distrito – e que se afirmou como uma das principais referências da rede pública de politécnicos em Portugal – e a “oferta” da primeira geração de diplomados ao mercado.
O objetivo do IPS estava há muito definido: “responder aos desafios de um distrito com forte tradição industrial e uma elevada percentagem de população jovem residente, fruto do aumento demográfico ao longo da década de [19]70”, lê-se no historial publicado no site da instituição.
A Escola Superior de Tecnologia (ESTSetúbal) e a Escola Superior de Educação (ESE) foram as primeiras do IPS a nascer. Mas, antes o IPS até teve de “ir” a Lisboa para depois se fixar em Setúbal.
“Após a instalação provisória no edifício da antiga Escola Superior de Medicina Veterinária, em Lisboa, o Palácio Fryxell foi a primeira localização, em Setúbal, numa altura em que ainda funcionava em regime de Comissão Instaladora, em 1983. Este edifício histórico, fundado em 1655 e situado no coração da cidade, acolheu também as comissões instaladoras da ESE/IPS e da ESTSetúbal/IPS, bem como os Serviços Centrais, e funcionou como sede do Politécnico de Setúbal.”
De acordo com a instituição, o palácio acolheu “as atividades iniciais das duas primeiras escolas, em paralelo com as atividades letivas que decorriam na antiga Fábrica Barreiros, onde atualmente se encontra instalado o IEFP”.
Até que “veio” o campus, edificado junto das Praias do Sado. Primeiro foi construído o edifício da ESTSetúbal, que começou a receber atividades letivas em 1988; depois foi a vez da ESE, que ficou concluída em 1992 e cuja arquitetura, da autoria de Álvaro Siza Vieira, viria a ser reconhecida – o edifício foi “distinguido com o Grande Prémio Nacional de Arquitetura, no ano seguinte”.
A crescer de quatro em quatro
O crescimento do IPS prosseguiu e quatro anos volvidos, em 1996, já contava com um terceiro edifício – o da Escola Superior de Ciências Empresariais (ESCE/IPS), que havia sido criada em 1994. E em 2000 este último espaço haveria de acolher a instalação da Escola Superior de Saúde (ESS/IPS). Até esta data, o IPS como que crescia de quatro em quatro anos.
Por essa altura, a oferta e a notoriedade já se tinha alastrado, como o atesta uma necessidade sentida anterior. “Num momento em que o Politécnico de Setúbal começava a atrair cada vez mais candidatos de todo o País, tornou-se necessário construir uma Residência de Estudantes, que entrou em funcionamento em 1998, para alojar os estudantes deslocados”, sublinha o IPS, na mesma publicação.
A expansão para outro território da península de Setúbal seria traduzida pela concretização de outro campus, no Barreiro. “Com o objetivo de alargar o âmbito de atuação e levar o ensino superior a um maior número de pessoas no distrito, em 2007 é construído um novo campus na cidade do Barreiro, que passa a albergar uma segunda Escola Superior de Tecnologia, a ESTBarreiro/IPS, edifício que ganha o Prémio Internacional de Arquitetura em 2009”, realça o IPS.
Atualmente, o IPS já disponibiliza 31 licenciaturas, 28 mestrados, oito pós-graduações e 34 cursos técnico superiores profissionais.