46. Parque Natural da Arrábida criado para proteger território terrestre e marinho

46. Parque Natural da Arrábida criado para proteger território terrestre e marinho

46. Parque Natural da Arrábida criado para proteger território terrestre e marinho

100 ANOS DO DISTRITO DE SETÚBAL, 100 ACONTECIMENTOS.
Uma identidade geográfica única, demonstrando uma importância regional, nacional e até mundial cultivada ao longo dos séculos

O Parque Natural da Arrábida foi criado a 28 de julho de 1976, segundo o Decreto-Lei n.º 565/76, ocupando uma área de 17 000 hectares, de território terrestre e marinho, sendo que este último envolve aproximadamente 5000 hectares.

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A sua criação teve como objetivo proteger a serra, as falésias, a vegetação mediterrânica e a rica biodiversidade da região, abrangendo áreas dos concelhos de Setúbal, Sesimbra e Palmela.

A Arrábida apresenta uma identidade geográfica única, demonstrando uma importância regional, nacional e até mundial cultivada ao longo dos séculos. Há todo um património geológico, com vestígios de presença humana desde o Paleolítico Inferior, além de fenícios, romanos e árabes. Ao nível ecológico, é um local excecional do ponto de vista da biodiversidade, com 1320 espécies registadas de flora e fauna marinhas. No panorama cultural, regista manifestações ligadas à agricultura, à pesca, à pastorícia e à gastronomia.

Com 35 quilómetros de comprimento, seis quilómetros de largura e uma altitude máxima de 501 metros, situado no pico do Formosinho. Em 1998, o Ano dos Oceanos, nasceu o Parque Marinho Professor Luíz Saldanha, de uma riqueza única que encerra na sua área de 53 quilómetros quadrados perto de mil espécies vegetais e animais.

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Os municípios de Setúbal, Sesimbra e Palmela assumiram em 2019 um compromisso com vista à valorização do Território Arrábida e à melhoria da qualidade de vida da sua população. Através deste compromisso foi definida uma estratégia comum para a implementação de projetos conjuntos nas áreas da mobilidade, acessibilidades, património e intervenção social, no âmbito do Portugal 2020. Os projetos representam um investimento global superior a 9 milhões de euros, cofinanciados pelo POR Lisboa 2020, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e do Fundo Social Europeu (FSE).

Este compromisso comum consiste em quatro grandes projetos estruturantes, incorporados no Pacto de Desenvolvimento e Coesão Territorial da Área Metropolitana de Lisboa e nos Planos Estratégicos de Desenvolvimento Urbano de cada um dos municípios, abrangendo áreas tão diversas como o património natural e cultural, a mobilidade suave e os trajetos em contexto urbano e a promoção do bem-estar e da qualidade de vida das comunidades locais. 

Pelas suas caraterísticas, o território Arrábida é extremamente vulnerável aos impactes das alterações climáticas. O projeto PLAAC – Arrábida pretende dotar esta região com instrumentos de planeamento adequados para fazer face ao desafio das alterações climáticas que se perspetivam. 

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Segundo a Infopédia, o maciço da Arrábida é formado pela sucessão de três linhas de relevo, facto que desde logo lhe confere um carácter particular. Assim, entre as colinas de Sesimbra e de Setúbal, e diante do mar, situam-se as serras do Risco, com 400 metros de altitude, e da Arrábida. Deixando a primeira linha de relevo e caminhando para norte, surgem, entre Setúbal e Azeitão, as serras de S. Luís e dos Gaiteiros, miradouros que abrem a vista sobre o estuário do Sado, e, imediatamente atrás, a serra do Louro, em Palmela.  Do cabo Espichel até à barra do Sado a orla é alta e alcantilada, havendo arribas que atingem as muitas dezenas de metros de altura. Na base das arribas e debruçados sobre uma estreita plataforma continental surgem pequenos cabos, praias – Alpertuche, Portinho, Galapos -, enseadas escondidas e grutas marinhas – a Lapa do Médico, a da Greta e a Lapa de Santa Margarida.

Quanto à flora, apresenta espécies arbustivas, como é o caso do folhado, da murta, da aroeira, do medronheiro e do carrasco, da azinheira, do zambujeiro e do carvalho-cerquinho, que atingem dimensões verdadeiramente invulgares. Todas estas plantas, juntamente com estevas, rosmaninhos, sabina-das-praias, alecrins e madressilvas, formam matas quase impenetráveis. De Setúbal a Sesimbra, todo o maciço está envolto por manchas de pinhal e por zonas de charneca com tojos e esteva a cobrir, aqui e além, cabeços e encostas.
A diversidade de condições – mar e terra, alturas e vales, plantas – sugere a presença de uma fauna variada. Nos caules e folhas que cobrem o chão das matas abriga-se a gineta, enquanto a raposa circula na orla das mesmas. As matas albergam diversas espécies de aves, de entre as quais se destaca a toutinegra.

Nas zonas de planície formam-se bandos de cotovias, pintassilgos e verdilhões, estorninhos, pombos e tordos e, no inverno, tarambolas e aribes procuram alimento nos terrenos lavrados. Há ainda coelhos, toupeiras, ratos-do-campo e musaranhos, bem como raposas e texugos. As falésias que bordejam o litoral são abrigo da gaivota-agêntea, dos andorinhões, das calhandras e dos corvos-marinhos-de-crista, para além de nelas se poderem observar várias aves de presa – águia-de-bonelli, peneireiro-vulgar e águia-de-asa-redonda.

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