36. Região Pastoral de Setúbal: o primeiro passo para o nascimento da Diocese

36. Região Pastoral de Setúbal: o primeiro passo para o nascimento da Diocese

36. Região Pastoral de Setúbal: o primeiro passo para o nascimento da Diocese

100 ANOS DO DISTRITO DE SETÚBAL, 100 ACONTECIMENTOS.
Instituída pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa, esta nova estrutura procurou responder às características demográficas, sociais e religiosas da cidade

A criação da Região Pastoral de Setúbal, em 29 de maio de 1966, constituiu o primeiro passo de um processo de reorganização da ação pastoral da Igreja Católica na Península de Setúbal, em sintonia com as orientações do Concílio Vaticano II (1962-1965).

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Instituída pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, esta nova estrutura procurou responder às transformações demográficas, sociais e religiosas da região, preparando o caminho para a criação da Diocese de Setúbal, em 1975, como culminar desse processo de renovação pastoral.

Na sequência do encerramento do Concílio, o Cardeal-Patriarca de Lisboa publicou, em 18 de abril de 1966, o decreto que criou a Comissão Preparatória da Reestruturação Pastoral do Patriarcado de Lisboa. Pouco mais de um mês depois, em 29 de maio de 1966, um novo decreto estabeleceu três grandes unidades pastorais: Lisboa, Santarém e Setúbal. Decisão que representou o primeiro passo institucional para a futura criação de novas dioceses.

A recém-criada Região Pastoral de Setúbal ficou sob a direção do Cónego João Alves, nomeado Vigário Pastoral. Anos mais tarde, viria a ser nomeado Bispo de Coimbra. Paralelamente, iniciaram-se contactos com as dioceses vizinhas com o objetivo de definir um território eclesiástico mais coerente e adequado à realidade humana e social da Península de Setúbal.

Contudo, a aspiração à criação de uma estrutura eclesiástica própria para este território antecedia estas decisões. Segundo a Diocese de Setúbal, esse desejo manifestava-se desde a criação do Distrito de Setúbal, em 22 de dezembro de 1926, quando diversos responsáveis e representantes da sociedade civil defenderam publicamente a constituição de uma diocese autónoma que acompanhasse a crescente importância administrativa, económica e demográfica da região.

Todo este percurso culminaria na criação oficial da Diocese de Setúbal através da bula ‘Studentes Nos’, promulgada pelo Papa São Paulo VI em 16 de julho de 1975. Simultaneamente foi nomeado o seu primeiro bispo, D. Manuel da Silva Martins, então Vigário-Geral da Diocese do Porto.

A sua ordenação e entrada solene na nova diocese realizaram-se em 26 de outubro de 1975, na Igreja de Santa Maria da Graça, elevada à dignidade de Catedral, assinalando o início da vida da nova Igreja Particular de Setúbal.

Deste modo, a criação da Região Pastoral de Setúbal, em 1966, constitui o marco fundador do processo que conduziu à criação da Diocese nove anos mais tarde.

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