2 Outubro 2022, Domingo
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Gestora do condomínio do Sado Internacional descarta responsabilidades das descargas na Mourisca

Empresa diz que “a responsabilidade caberá inevitavelmente” aos armazéns privados “que desenvolvem a sua actividade no local”

 

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A NTV, responsável pela gestão do condomínio do Centro Empresarial Sado Internacional, descarta responsabilidades nas descargas que estão a poluir a vala de Brejos de Canes, na zona da Mourisca.

“O condomínio não desenvolve qualquer actividade de produção geradora de descarga de resíduos. Cada uma das fracções que constituem [o espaço empresarial são] independentes, sendo [os 60 armazéns privados] exclusivamente responsáveis pelos actos que praticam”, garante a empresa.

Em Direito de Resposta (ver aqui), e depois de O SETUBALENSE ter tentado, por diversas vezes, ouvir o centro empresarial, que disse sempre não querer prestar quaisquer declarações sobre o assunto, a NTV admite que, “a existir descargas ilegais prejudiciais ao ambiente, a responsabilidade pelas mesmas caberá inevitavelmente a uma(s) da empresa(s) que desenvolvem a sua actividade no local”.

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Com a responsabilidade de gerir “as partes comuns que compõem o interior do espaço empresarial”, a empresa considera que “a competência para investigar caberá necessariamente às entidades competentes e nunca ao condomínio, que não possui poderes jurisdicionais para o efeito”.

Contudo, “no estrito cumprimento do seu dever”, a administração explica já ter procedido “à visualização das câmaras que compõem o sistema de videovigilância das partes comuns do parque, não tendo verificado qualquer actividade anómala”.

Além disso, a NTV garante estar a colaborar “de forma estreita e diligente”, tendo facultado “os dados da empresa que efectua a manutenção da ETAR, sendo que as análises regulares foram consentâneas com os parâmetros exigíveis”, assim como foram solicitadas análises adicionais.

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Ainda no Direito de Resposta, a administração do condomínio lamenta que a Câmara Municipal de Setúbal, que “tem conhecimento do funcionamento do parque, uma vez que é arrendatária do maior armazém nele existente, onde labora o Mercado Abastecedor”, e a Junta de Freguesia não tenham ainda contactado a empresa “para esclarecimentos sobre esta situação”.

“Ao invés, a Câmara Municipal optou por recorrer às redes socias e comunicação social, relatando factos de forma parcial, omitindo as diligências que foram levadas a cabo pela administração do condomínio, em colaboração com as respectivas entidades competentes, assim como ocultou o comunicado que lhe foi endereçado”, atira.

Considera a NTV que “a informação prestada [pela edilidade] subverteu a realidade dos factos, transpondo para a opinião pública dados infundados”. “Da parte da administração deste condomínio haverá sempre a garantia de estarmos disponíveis a colaborar de forma altiva com todas as entidades competentes para resolver esta situação por forma a que não se venha a repetir”, garante, a concluir.

As descargas poluentes na vala de Brejos de Canes começaram há vários meses, com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) a confirmar que as mesmas são graves e que “têm origem dentro do Centro Empresarial Sado Internacional”.

A O SETUBALENSE, a agência do ambiente confirmou na passada semana ter tomado “conhecimento da situação a 12 de Julho” e que “não é evidente a existência de outras fontes de poluição”, pelo que notificou “a gerência do centro empresarial para providenciar a imediata cessação das rejeições”.

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