O plano enquadra-se numa estratégia de médio e longo prazo para tornar o porto mais eficiente, seguro e sustentável
O Porto de Sesimbra vai avançar com o reordenamento do seu plano líquido, numa medida que “pretende resolver conflitos históricos entre atividades e preparar a infraestrutura para os desafios dos próximos anos”, refere a comunicação da APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra.
A iniciativa, liderada pela APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, foi discutida na manhã de 2 de abril, com diversas associações e entidades, e “enquadra-se numa estratégia de médio e longo prazo para tornar o porto mais eficiente, seguro e sustentável”.
Segundo a APSS, no centro desta reorganização, está a atividade piscatória — considerada “prioritária” — responsável por posicionar Sesimbra como o principal porto nacional em volume de pescado descarregado e o segundo em valor.
O mesmo plano prevê a criação de novas áreas dedicadas à atividade marítimo-turística, “um setor em crescimento que tem vindo a ganhar peso na economia local”, refere a mesma nota de Imprensa.
Refere ainda a APSS que a definição clara de zonas de operação e regras de parqueamento surge como uma das principais mudanças, permitindo reduzir conflitos entre operadores, melhorar a segurança e aumentar a eficiência logística.
“Este processo garante a manutenção de todos os operadores atualmente instalados, tendo como base a capacidade existente, considerada essencial para uma gestão equilibrada do porto”, acrescenta a APSS.
Assim sendo, o reordenamento é visto como um passo “decisivo para reforçar o papel de Sesimbra enquanto infraestrutura estratégica nacional, conciliando tradição e modernização”.
A APSS sublinha que o objetivo é valorizar a identidade piscatória de Sesimbra, ao mesmo tempo, que “se criam condições para o crescimento sustentável de atividades complementares como a náutica de recreio e o turismo marítimo”.
Com esta intervenção, Sesimbra “posiciona-se como um exemplo de equilíbrio entre economia tradicional e novas dinâmicas de desenvolvimento costeiro”, conclui a APSS.