Ex-Fuzileiro homicida de PSP condenado a seis anos e seis meses por pancadaria em Sesimbra

Ex-Fuzileiro homicida de PSP condenado a seis anos e seis meses por pancadaria em Sesimbra

Ex-Fuzileiro homicida de PSP condenado a seis anos e seis meses por pancadaria em Sesimbra

Cláudio Coimbra, condenado pelo homicídio qualificado do agente da PSP Fábio Guerra à porta de uma discoteca em Lisboa, foi condenado pelo Tribunal de Setúbal a seis anos e seis meses de prisão por agressões em grupo a dois jovens em Sesimbra em 2019 durante uma festa. Uma das vítimas ficou inconsciente após ser pontapeado na cabeça e recuperou os sentidos já na ambulância dos bombeiros. “No entendimento do Tribunal, pela própria atuação dos arguidos e do restante grupo, parece haver um acordo em se levantarem no intuito de bater em alguém, uma atuação que pela experiência do Tribunal é infelizmente popular entre grupos de pessoas jovens que se encontram para convívios em que existe álcool – o vulgo arranjar confusão”, pode-se ler na sentença.

O ex fuzileiro foi ainda condenado pelo Tribunal de Setúbal por detenção de arma proibida, por ter em casa munições da espingarda militar G3, que o próprio admitiu ter levado sem autorização da Base do Alfeite. Também foi condenado por furto simples. Ficou com um telemóvel e cinco euros de uma das vítimas das agressões.

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As agressões ocorreram em 29 de setembro de 2019 na Marginal de Sesimbra e após uma festa onde participavam Cláudio Coimbra, o seu irmão, e um outro arguido, que viriam todos a ser julgados no mesmo processo. Em dois momentos diferentes, os arguidos, num grupo de cerca de dez pessoas, agrediram na via pública as duas vítimas com socos, pontapés por todo o corpo, inclusive a cabeça. Uma das vítimas sofreu corte na cabeça, do lado direito, por cima do ouvido, que teve de ser suturado com 12 pontos. Perdeu os sentidos, tendo voltado a si já na ambulância, quando estava a ser socorrido, pode-se ler na sentença. Cometidos os crimes, os arguidos fugiram com um telemóvel, cinco euros em dinheiro e um maço de tabaco, pertencente a uma delas. Em tribunal ficou ainda provado que os ofendidos temeram pela sua vida e integridade física, bem como que os arguidos agiram em comunhão de esforços. 

As autoridades começaram a investigar o caso e em junho de 2021 realizaram buscas em casa de Cláudio Coimbra e do irmão, onde encontraram uma arma e munições de calibre 7.65mm, munições da pistola semiautomática G3 e ainda droga. O ex-fuzileiro admitiu apenas a detenção das munições que trouxe da Base do Alfeite, negando a autoria das agressões e tráfico de droga. Viria a ser condenado por dois crimes de ofensas à integridade física, furto e ainda detenção de arma proibida numa pena de seis anos e seis meses de prisão. Na sentença, os juízes do Tribunal de Setúbal, consideraram, sobre as munições, que “se é lógico e reconhecido que qualquer pessoa tem consciência de poder ter armas em casa sem para tal ter licença, tal é ainda mais evidente quanto a armas de guerra”. 

Cláudio Coimbra, que se encontra a cumprir pena de prisão de 23 anos pelo homicídio de Fábio Guerra e foi recentemente absolvido num outro processo no Tribunal de Lisboa por tentativa de agressão a um militar da GNR, trabalha atualmente no bar da prisão de Lisboa. Foi condenado a seis anos e seis meses. O seu irmão, Artur, foi condenado a uma pena de cinco anos, suspensa, pelos mesmos crimes e por tráfico de estupefacientes de menor gravidade. Quando à detenção de arma proibida, foi provado que a pistola 7.65mm era sua. O terceiro arguido foi absolvido dos crimes.

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