Chega acusa oposição de bloquear governação da Junta de Quinta do Anjo

Chega acusa oposição de bloquear governação da Junta de Quinta do Anjo

Chega acusa oposição de bloquear governação da Junta de Quinta do Anjo

Proposta de reconfiguração do executivo chumbada pelos votos de PS e CDU. “Não oferece oferece garantias de estabilidade futura”, justificam os socialistas

Continua o impasse na Junta de Freguesia de Quinta do Anjo, cujo executivo está reduzido a dois elementos que não apresentaram renúncia ao mandato: o presidente, Nuno Valente, e o tesoureiro, José Cordeiro. Na última sessão da Assembleia de Freguesia, realizada no passado dia 14, a proposta de dois nomes – que até eram para ser três –, apresentada por José Cordeiro (Nuno Valente não participou na reunião por se encontrar hospitalizado) com vista à recomposição do executivo acabou chumbada pelos votos contra de CDU e PS. E o Chega – partido que venceu as eleições e do qual Nuno Valente já se desvinculou – veio a terreiro acusar os dois partidos da oposição de bloquearem a governação da freguesia.

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“Mais uma vez, PS e CDU uniram-se para chumbar uma nova reconfiguração do executivo da Junta de Freguesia da Quinta do Anjo, prolongando uma situação de instabilidade que prejudica, acima de tudo, a população”, revelou a distrital de Setúbal do Chega, em comunicado.

Para a estrutura distrital do Chega “discordar faz parte da democracia” e “fiscalizar é uma obrigação da oposição”. “Mas transformar sucessivos chumbos numa estratégia permanente de bloqueio é outra coisa. Quando, perante diferentes tentativas para encontrar uma solução que permita assegurar o normal funcionamento do executivo, a resposta continua a ser sistematicamente ‘não’, é legítimo perguntar: que solução apresentam PS e CDU para a Quinta do Anjo?”, questiona a distrital, que reforça as críticas, mais à frente no mesmo comunicado.

“Não basta chumbar. Não basta criar obstáculos. Não basta impedir soluções sem apresentar uma alternativa capaz de garantir estabilidade e governabilidade à freguesia. A Quinta do Anjo não pode ficar refém de cálculos partidários, jogos de bastidores ou estratégias destinadas a desgastar quem tem a responsabilidade de governar. Os interesses da população têm de estar acima dos interesses dos partidos”, lê-se no documento.

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O Chega reconhece que PS e CDU “têm todo o direito de votar contra”, mas salienta que ambos os partidos “têm também a responsabilidade política de explicar aos quintajenses por que razão continuam a impedir sucessivamente a recomposição do executivo e qual é a alternativa concreta que propõem” para ultrapassar o atual impasse. “A democracia não é apenas o direito de bloquear. É também a responsabilidade de construir. Chega de transformar a Assembleia de Freguesia num palco de bloqueio permanente. A Quinta do Anjo precisa de uma junta capaz de trabalhar, decidir e responder aos problemas da população”, conclui a distrital do Chega.

PS refuta acusações
Já a Concelhia de Palmela do PS, num esclarecimento sobre a situação política na freguesia de Quinta do Anjo enviado à redação de O SETUBALENSE, “recusa categoricamente a acusação de bloqueio” lançada pelo Chega e diz limitar-se “a cumprir o seu mandato democrático de fiscalização, exigindo soluções sólidas e transparentes que garantam a verdadeira governabilidade de Quinta do Anjo”.

Os socialistas defendem que “exigência e transparência não são bloqueios” e garantem estar sempre disponíveis “para viabilizar soluções que sirvam os interesses da população”. E explicam o sentido de voto contra a proposta recente de recomposição do executivo. “Passar cheques em branco a propostas que não oferecem garantias de estabilidade futura seria enganar a população de Quinta do Anjo. A manutenção da presente situação e a consequente falta de quórum apenas prejudicam os nossos fregueses, atrasando o desenvolvimento de novos projetos essenciais. O PS não estará ao lado de quem não apresenta soluções e traz apenas problemas”, atira a estrutura socialista.

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O PS considera que a crise “resulta da incapacidade do próprio executivo” e sublinha: “A instabilidade política vivida na freguesia não é provocada pela oposição, mas sim pela desestruturação, perda de quórum e incapacidade do próprio executivo em funções para construir pontes, consensos e assegurar a coesão da sua equipa.”

Os socialistas consideram, a concluir, que “a responsabilidade de apresentar uma solução governável e capaz de responder aos problemas da população cabe a quem lidera a Junta de Freguesia, não à oposição”.

O executivo da junta (que emana da eleição à Assembleia de Freguesia) integrava inicialmente quatro membros eleitos pelo Chega e um pela AD, ao qual o PSD retirou a confiança política. Três elementos eleitos pelo Chega apresentaram renúncia ao mandato.

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