Chuvas intensas evidenciaram problemasde drenagem entre Moita e Palmela

Chuvas intensas evidenciaram problemasde drenagem entre Moita e Palmela

Chuvas intensas evidenciaram problemasde drenagem entre Moita e Palmela

Presidente da Câmara Municipal pede investimento na laminagem de caudais no município vizinho

O problema é antigo e não tem um fim à vista. As chuvas intensas das últimas semanas voltaram a evidenciar um assunto que se arrasta há anos. O município da Moita alerta para a falta de investimentos em drenagem e gestão de caudais no concelho de Palmela, que acabam por agravar os problemas de escoamento de água nas suas áreas urbanas e rurais.

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Numa entrevista concedida à rádio PopularFm, Carlos Albino, presidente da Câmara Municipal da Moita, voltou a referir o assunto que se arrasta, pelo menos, desde o mandato anterior. Carlos Albino lembra que este é um problema conhecido pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) que, na altura, cou de “identicar fundos e alertar para quando houvesse novos pedidos de licenciamento e parceiros ambientais para a construção de novas etruturas industriais”.

O problema reside em empresas sediadas no concelho de Palmela, como é o caso da Autoeuropa, que, apesar de representar uma percentagem signicativa das exportações portuguesas, deveria “receber apoios para que fossem criadas bacias de retenção” ao longo da vala real, uma vez que, lembra o edil, “muita da água que chega à Moita resulta da impermeabilização dos solos da indústria instalada no concelho de Palmela”. “Se cair uma chuva intensa em Palmela, duas horas depois ela está na Caldeira da Moita, e pode até nem ter chovido na Moita. Nós não temos capacidade para receber tanta água. As nossas passagens hidráulicas não têm capacidade para deixar passar tanta água e é por isso que a barra cheia fica com demasiada água, porque não há laminagem de caudais, sendo que os prejuízos ficam também para a Câmara Municipal da Moita”, explica o presidente.


“O município de Palmela não é o vilão”

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Na rubrica “Entrevista à Sexta”, Carlos Albino sublinha que não quer fazer parecer que o município de Palmela é o vilão da história até porque “quando chove, a água do castelo de Palmela também vai para Setúbal ou para o Barreiro”, por isso, “o concelho de Palmela não é o problema. O problema são as políticas que se têm desenvol-vido ao longo do tempo, em que só se tem pensado na construção e que não se tem zelado pelo encaminhamento de água”, indica.

O presidente da autarquia sublinha ainda uma das coisas que achou “mais absurda” nos trabalhos feitos nos últimos tempos. “As paredes da vala real, que vêm de Palmela, são todas em betão, ou seja, a água vem até o limite do concelho de Palmela, numa vala em betão, com pouco atrito e a uma enorme velocidade, sendo que não houve o cuidado de financiar também a abertura e alargamento de valas para a água escoar até ao rio. As valas não foram tratadas como foram tratadas as de Palmela e a água acaba por perder velocidade, ganhar altura, galgar as margens e invadir os terrenos”.

É neste sentido que os moradores do concelho se queixam dos problemas que não são resolvidos e Carlos Albino diz-se solidário com os mesmos. “Eu estou ao lado dos moradores e é por isso que quando tenho reuniões com a APA faço sempre questão de fazer referência a este assunto”, sublinha.

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Autarca espera que a CIM se dedique a estas matérias

Para Carlos Albino, a solução tem de passar “por um caminho ou por outro”. O presidente da autarquia moitense apresenta duas vias possíveis para a resolução do problema: “ou esperamos que a Agência Portuguesa do Ambiente ou o Governo nos ajudem, ou temos de arranjar capacidade no nosso orçamento municipal de, a médio prazo, procurar uma solução.”


Na atuação do problema, o edil acredita que é importante a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo estar presente, assim como a Área Metropolitana de Lisboa e recém criada CIM – Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal, a qual espera agora que se “dedique a pensar nestas matérias”. “A CIM é importante no próximo quadro estratégico de nanciamento para os territórios e os autarcas devem re¢etir muito bem a resiliência dos seus territórios”, rematou.

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