Problemáticas em torno da Amarsul e da Simarsul foram discutidas em reunião que decorreu esta quarta-feira, pela manhã, em Lisboa
A recolha de resíduos e o tratamento de efluentes foram dois dos principais temas que Carlos Albino, presidente da Câmara Municipal da Moita, apresentou esta quarta-feira, pela manhã, ao secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, numa reunião que decorreu em Lisboa.
Questões em torno da Simarsul e da Amarsul estiveram em cima da mesa, bem como a troca de impressões sobre os estudos que a Amarsul, juntamente com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, está a realizar, no âmbito do impacto resultante do “comboio de tempestades” registado no início deste ano.
Um dos principais pontos debatidos com o governante foi o das descargas de esgotos em Alhos Vedros. A Simarsul está disponível para investir “a curto prazo na estação elevatória de Alhos Vedros”, com o objetivo de tentar solucionar o problema, disse Carlos Albino a O SETUBALENSE.
O autarca lembrou também que o município está disponível para ceder um terreno, por uma renda de baixo valor, destinado “à criação de uma bacia estanque junto à estação elevatória de Alhos Vedros”, que permita solucionar o problema. De resto, à tarde, reuniu-se nos Paços do Concelho com representantes da Simarsul, mas esta solução, admitiu a O SETUBALENSE, ficou para já “sem efeito”.
Com o secretário de Estado foi também abordada a problemática em torno do aumento dos preços pelos serviços prestados quer pela Simarsul quer pela Amarsul.
“Foi dado o alerta sobre os aumentos das tarifas, que acabam por se repercutir nas faturas que as pessoas têm de pagar. E isso tem um efeito contrário ao pretendido. Se as pessoas continuarem confrontadas com preços cada vez mais elevados, então é natural que se desmotivem e não adiram, por exemplo, à separação do lixo”, faz notar o edil, que diz ter saído da reunião com uma garantia do governante. “O senhor secretário de Estado comprometeu-se a encontrar financiamento no próximo Quadro Comunitário de Apoio, para a otimização do sistema de recolha de resíduos.”
Nesse âmbito, a perspetiva da Península de Setúbal é que esse financiamento possa atingir a casa dos 85 por cento, para esse sistema.
O presidente da Câmara Municipal da Moita assume que o ambiente tem sido uma das prioridades no arranque deste novo mandato e lembra, a concluir, que tem vindo a desmultiplicar-se em reuniões com várias entidades.