Ações visam dar resposta aos constrangimentos sentidos no concelho e no Alentejo Litoral.
A Câmara Municipal de Grândola aprovou, no passado dia 2, um pacote de medidas para combater a falta de profissionais de saúde não só no concelho como em todo o território do Alentejo Litoral.
Em nota de Imprensa, a autarquia destaca a aprovação, por unanimidade, de “uma moção apresentada pelo presidente da Câmara e vereadores do PS em defesa do desenvolvimento de um programa de incentivo à fixação de profissionais de saúde no Alentejo Litoral”.
No documento, além de se alertar para os constrangimentos provocados pela falta de recursos humanos na área da saúde, é defendida “a criação de um programa integrado entre o Governo, a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano [ULSLA] e os municípios da região, com medidas de incentivo à fixação de profissionais de saúde, em especial nos cuidados de saúde primários”. A proposta, avança o município, será agora “remetida à ministra da Saúde, aos presidentes de câmara da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral e ao Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde”.
Aprovada foi também “a cedência de uma habitação municipal à ULSLA, destinada à instalação de profissionais de saúde que venham exercer funções no concelho, e que irá acolher uma médica já este mês”. A medida “prevê a disponibilização temporária de alojamento, bem como o pagamento, por parte do município, das despesas correntes associadas ao imóvel, nomeadamente água, luz e gás”, explica a autarquia grandolense.
“Esta solução pretende contribuir para reduzir os constrangimentos associados à deslocação e instalação destes profissionais, tornando mais atrativo o exercício da atividade médica no concelho de Grândola, numa altura em que se verificam dificuldades significativas na fixação de recursos humanos na área da saúde”, reforça.
O executivo decidiu ainda, na mesma reunião, avançar com “a abertura do procedimento para elaboração do Regulamento Municipal da Bolsa Estratégica de Habitação para Fixação de Profissionais de Serviços Públicos Essenciais”. Esta é uma medida mais abrangente, já que se destina a “profissionais de áreas como saúde, educação, proteção civil e forças de segurança”. E, segundo a autarquia, engloba “mecanismos de apoio à habitação e outros incentivos à permanência de profissionais [das referidas áreas] no concelho”.
À margem destas medidas, a Câmara de Grândola lembra que já solicitou uma audiência urgente à ministra da Saúde, com um alerta “para a situação vivida no concelho e na sub-região do Alentejo Litoral, nomeadamente para o risco de agravamento da falta de profissionais de saúde e para a necessidade de adoção de medidas urgentes que evitem uma maior fragilização dos serviços”.
O executivo municipal de Grândola é composto por três eleitos do PS (força mais votada nas últimas autárquicas), três da CDU e um da AD.