José Paulo Rodrigues pede sensibilidade ao Governo e apela à união em defesa da urgência de obstetrícia do Hospital do Barreiro

José Paulo Rodrigues pede sensibilidade ao Governo e apela à união em defesa da urgência de obstetrícia do Hospital do Barreiro

José Paulo Rodrigues pede sensibilidade ao Governo e apela à união em defesa da urgência de obstetrícia do Hospital do Barreiro

Vereador do PSD esteve presente na concentração do último domingo e pede que sejam encontradas soluções de proximidade

O vereador do PSD na Câmara Municipal do Barreiro, José Paulo Rodrigues, confirmou aquela que diz ser uma posição sua já de outros tempos no que diz respeito ao fecho das urgências do Hospital Nossa Senhora do Rosário no Barreiro. Esteve presente na concentração do último domingo, organizada pela Comissão de Utentes de Saúde do concelho, naquele que foi um protesto contra a medida anunciada pela ministra da saúde de encerrar esta valência da unidade hospitalar. 

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Em declarações ao jornal O SETUBALENSE, o vereador, que segue a mesma linha partidária que o atual governo, dirigiu-se ao mesmo pedindo “mais sensibilidade para uma população de mais de 200 mil pessoas”, que é servida pelo Hospital do Barreiro, e para a qual “não se vislumbra uma solução eficaz para dar assistência num serviço de urgência de obstetrícia”.  José Paulo Rodrigues diz entender que “a imprevisibilidade tem sido grande” nos últimos tempos e que, “é melhor ter previsibilidade para uma coisa do que não ter nada”. No entanto, é da opinião de que são necessárias serem encontradas “outras soluções” de forma a resolver o problema da população da Península de Setúbal, principalmente dos concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete que são “os mais prejudicados” com esta decisão que ficou a ser conhecida na última semana.  

O vereador, sem pelouros, da Câmara Municipal do Barreiro é claro na sua tomada de posição quanto a este assunto: “Desde o momento que, em 2022, foi anunciado pelo Governo do Partido Socialista um estudo que apontava, não para o encerramento da urgência, mas para o encerramento de todo o serviço de obstetrícia e ginecologia do Hospital do Barreiro, que manifestámos a nossa reserva e a nossa posição de que não estaríamos a favor disso. Fizemos o mesmo quando, em fevereiro de 2024, se anunciou o encerramento dos serviços de cardiologia deste mesmo hospital. Agora temos a mesma posição”. Apesar disso, indica que pretende que seja adotada uma postura que une ao invés de serem dirigidos ataques à ministra. “Não estamos aqui com uma bandeira político-partidária que não faz sentido. Quem erguer essa bandeira e quem a trouxer para esta discussão, começando por chamar mentirosa à ministra da Saúde e acusando o Governo do PSD de serem os maus da fita, a única coisa que está a fazer é a criar divisão e a criar menos foco para o nosso problema”, disse, para acrescentar em seguida que o foco tem de ser “o serviço à população”, nomeadamente a forma como são servidos “os barreirenses, os moitenses, os montijenses e os alcochetanos”. “Temos que ter um discurso que unifique na defesa dos interesses da população e na continuidade da urgência no Hospital do Barreiro”. 

José Paulo Rodrigues referia-se às declarações dadas por Frederico Rosa, presidente da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal (CIM), aquando da entrega do documento a exigir à tutela que suspenda o decreto-lei das urgências regionais que concentra a Obstetrícia em Almada. À porta do ministério, na última segunda-feira, o também autarca do Barreiro acusou a ministra da Saúde de ter mentido no parlamento quando referiu que já tinha falado com os presidentes de Câmara acerca deste fecho das urgências. “Fomos surpreendidos quando a ministra disse que já tinha falado com os autarcas sobre esta matéria. Isso é falso”, garantiu.

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O Ministério da Saúde marcou uma reunião com os presidentes dos municípios da Moita, Barreiro, Montijo e Alcochete para o próximo dia 10 de março às 16h30. 

AUTARCA União de todos os presidentes da região reforça a importância do problema

Frederico Rosa, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu, em declarações a O SETUBALENSE que a presença de todos os presidentes de Câmara dos concelhos-membro da CIM – Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal, “reforça a importância deste problema e demonstra que não é apenas um assunto local”. “Nós estamos a falar de uma península que tem 900 mil pessoas e que, em breve, com este ritmo, vai chegar, certamente, a um milhão de habitantes que moram aqui. Estamos a falar de uma península que tem entre 40% a 50% de pessoas sem médicos de família e de muitas grávidas que não têm as suas gravidezes vigiadas. Curiosamente, estamos também a falar de um serviço de bloco de partos e de urgências obstétricas e ginecológicas que foi renovado com cerca de um milhão de euros. Por isso, nada disto nos faz sentido e foi fundamental que todos nós, autarcas, com as diferentes sensibilidades políticas, estarmos juntos no que diz respeito a esta resposta”, disse.

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O também presidente da CIM, indicou que “ontem, teve lugar a instalação, pela primeira vez, da Assembleia Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal de Setúbal”, sendo que, o documento entregue à ministra da Saúde e subscrito pelos nove presidentes, foi votado favoravelmente com uma “larguíssima maioria”.

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