Projetos abrangem três zonas de abastecimento do concelho, nomeadamente Almada e Cacilhas, Costa da Caparica, Sobreda e área envolventes e Charneca de Caparica e Aroeira
Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada anunciaram que já submeteram candidaturas ao programa Sustentável 2030, no âmbito do Portugal 2030, num investimento global superior a 4,5 milhões de euros.
Em comunicado o SMAS de Almada, explica que a candidatura visa reforçar a capacidade e a resiliências do sistema de abastecimento de água em alta, através da modernização de infraestruturas, da criação de novas origens de água, do aumento da capacidade de reserva e da requalificação de condutas estratégicas.
“Com estas candidaturas, os SMAS de Almada procuram mobilizar financiamento europeu para modernizar os serviços de abastecimento de água, reforçar a segurança hídrica do concelho e promover uma gestão mais eficiente e sustentável deste recurso essencial”, explicam adiantando que aguardam agora decisão sobre a atribuição do financiamento.
Os projetos para os quais os SMAS se candidataram abrangem três zonas de abastecimento do concelho, nomeadamente Almada e Cacilhas, Costa da Caparica, Sobreda e área envolventes e Charneca de Caparica e Aroeira.
Segundo os SMAS, na zona de Almada e Cacilhas o projeto previsto é de construção de uma nova captação subterrânea junto ao sapal de Corroios enquanto na Costa da Caparica, Sobreda e áreas envolventes o projeto é de construção de dois novos furos de captação, de ampliação do reservatório do Lazarim, de renovação de condutas e modernização dos sistemas de desinfeção.
Já na zona da Charneca de Caparica e Aroeira, adiantam os SMAS, o objetivo é a modernização dos equipamentos de desinfeção e telegestão e a recuperação do reservatório da herdade da Aroeira.
“No conjunto, as intervenções permitirão diversificar as origens de água, aumentar a capacidade de armazenamento e melhorar a eficiência operacional, reforçando a resposta do sistema municipal perante períodos de maior consumo, situações de emergência e fenómenos climáticos extremos”, adiantam os SMAS Almada em comunicado.
No início de julho, o concelho de Almada, no distrito de Setúbal, viveu momentos difíceis, com a água a não chegar às torneiras em várias localidades, tendo o município decretado a situação de alerta a 08 de julho, o que se manteve até final de agosto.
O problema levou à realização de manifestações de protesto por parte da população, a um pedido de esclarecimentos da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) e à intervenção do Governo, com a ministra do Ambiente a visitar o território.
Em setembro o município assinou um acordo com a EPAL para o estudo de um solução que reforce a resiliência e a segurança do sistema de abastecimento de água do concelho.
A solução a ser estudada com a EPAL será através da distribuição de superfície com uma ligação entre Lisboa e Almada, através de condutas, a partir de uma zona junto à Ponte 25 de Abril.
Na cerimónia foi também anunciado pela ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, que Almada e Seixal (concelho vizinho) deveriam também assinar um acordo para o licenciamento de um furo de captação de água, visando a resolução a curto prazo do problema de abastecimento do concelho de Almada.
Esse acordo ainda não foi assinado.
Além destas soluções a ministra anunciou tambem que, está em estudo, com prazo de quatro meses para apresentação de um projeto, uma outra, a partir da Barragem de Castelo de Bode, a cargo da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e do Grupo ÁdP (Águas de Portugal).