160 pessoas de Porto Brandão foram acolhidas pelo município 

160 pessoas de Porto Brandão foram acolhidas pelo município 

160 pessoas de Porto Brandão foram acolhidas pelo município 

Município tomou ontem a decisão de retirar todas as pessoas e empresas que se encontravam na localidade

A presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, disse ontem que já não se encontra ninguém em Porto Brandão, tendo o município acolhido 160 pessoas retiradas da localidade, devido ao risco de derrocadas.

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“Aquilo está a deslizar a olhos vistos”, afirmou a autarca, salientando que, por essa razão, o município tomou ontem a decisão de retirar “todas as pessoas e empresas que se encontravam em Porto Brandão”, localidade evacuada devido ao risco de deslizamento de terras nas arribas, na sequência do mau tempo.

Em conferência de imprensa, para um ponto de situação da operação de retirada de pessoas e bens de Porto Brandão, Inês de Medeiros adiantou que foram também encontradas soluções de acolhimento para 25 cães, quatro gatos e 16 pássaros.

Agradecendo aos moradores da zona pela forma ordeira como “perceberam que de facto isto é uma situação de prevenção que não podia ser adiada”, a presidente da Câmara de Almada, no distrito de Setúbal, apontou a situação em Porto Brandão como a mais preocupante no concelho relacionada com deslizamentos de terras e que estava a ser acompanhada há mais de uma semana.

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A autarca adiantou ainda que, neste momento, nada se pode fazer em relação às terras e que será preciso esperar, já que não existe qualquer tipo de operação que possa ser desenvolvida.

“Infelizmente tenho de pedir às pessoas que tenham paciência porque, neste momento, não há possibilidade de dar resposta de quando poderão voltar”, acrescentou, assegurando que agora “em principio não está ninguém em Porto Brandão”.

Inês de Medeiros apelou ainda para que ninguém se desloque para aquela zona do território.

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Durante a operação de evacuação da localidade, 48 pessoas tiveram de ser transportadas de barco.

Em declarações anteriores à Lusa, o presidente Transtejo-Soflusa, Rui Ribeiro Rei, já tinha explicado que a Proteção Civil solicitou, ao princípio da tarde, o transporte fluvial para levar pessoas e bens do cais de Porto Brandão para a Trafaria.

Sobre o deslizamento ocorrido na madrugada de hoje em S. João da Caparica, que levou à retirada de 31 pessoas, Inês de Medeiros adiantou que já voltaram todas a casa, “porque o edifício não tem danos estruturais e a pedra que deslizou pela encosta embatendo no edifício já foi retirada”.

“Foi um susto grande, mas felizmente está tudo bem”, disse.

A autarca admitiu que está a ponderar fazer um pedido ao Governo para declarar situação de contingência ou de calamidade no concelho, por considerar que vai ser necessário apoio para as situações ocorridas no município, na sequência do mau tempo.

“Não temos ainda a dimensão dos estragos, a prioridade tem sido as vidas humanas. Temos derrocadas, estradas intransitáveis e já para não falar nas praias da Costa da Caparica até à Fonte da Telha”, disse a autarca.

Inês de Medeiros assegurou, por outro lado, que os meios estão todos mobilizados e agradeceu os contactos recebidos hoje do Presidente da República e da secretária de Estado da Habitação.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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