27 Junho 2022, Segunda-feira
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“Era um prémio justo para os jogadores terem terminado o campeonato invencíveis”

O treinador considera que o título de campeão e o segundo lugar do Banheirense são inteiramente justos mas recorda que no início o Almada chegou a ter 10 pontos de vantagem.  

 

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A equipa B do Amora, com uma média de idades inferior a 20 anos, conquistou o título de campeão distrital da 2.ª divisão e viu o seu trabalho ser reconhecido pela Câmara Municipal do Seixal que lhe prestou homenagem na passada quinta-feira.

Rui Sá, o treinador da equipa, é da opinião que foi uma época fantástica e salienta a cultura dos seus atletas que, apesar de serem mais jovens, conseguiram desmontar os adversários mais experientes pela forma como impunham o seu jogo.

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Esta foi uma época de sucesso para a equipa B!

Sim, é um facto. Mas, sobretudo, uma época trabalhada e pensada com o objectivo de subir de divisão, nunca descurando o pormenor de potenciarmos jogadores para a equipa principal e também isso acabou por ser positivo porque conseguimos estrear dois na Liga 3.

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O campeonato foi competitivo ou tratou-se apenas de uma luta reservada 3 ou 4 clubes?

A partir de determinada fase da época acabou por ser mais disputado entre nós e o Banheirense. Mas na fase inicial não foi assim porque o Almada chegou a ter 10 pontos de vantagem. Amora B, Banheirense, Quinta do Conde, Botafogo e Zambujalense foram sempre equipas muito competentes com ideias e jogadores muito interessantes, qualquer uma delas podia ter ido mais além. Acabámos por ser nós e o Banheirense, parece-me a mim de forma justa porque fomos as duas equipas mais enquadradas e mais competitivas durante todo o campeonato.

 

Em 32 jogos o Amora B obteve 25 vitórias, 6 empates e apenas uma derrota. Gostaria certamente de ter terminado o campeonato invencível!

Quem representa o Amora está imbuído sempre num espírito de vitória muito grande. Sim, gostaríamos muito de ter terminado o campeonato sem derrotas mas perdemos esse jogo de forma justa porque não fomos tão competentes como costumávamos ser, há que dar mérito ao Zambujalense por ter sido a única equipa que nos venceu. Era um prémio justo para os jogadores terem terminado invencíveis, mas o futebol é assim mesmo.

 

A equipa era uma das mais jovens do campeonato, tinha uma média de idades inferior a 20 anos. Isso foi uma vantagem?

Tem vantagens e desvantagens. As pessoas por vezes não sabem os pressupostos de uma equipa B que está inserida num clube da Liga 3. Tínhamos um plantel composto apenas por 14 jogadores daí a necessidade [pela obrigação e pela potenciação de jovens] de recrutar jogadores da equipa de Sub-19. Pela equipa B durante a época passaram 58 jogadores, nunca se conseguiu consolidar constantemente um onze. Os jovens são naturalmente importantes, mas foi uma luta muito grande que tivemos durante toda a época a nível de maturação porque percebemos que não conseguiríamos pela maturidade de ser mais fortes dado que o jogador mais velho tem um entendimento de jogo completamente diferente de um que está ainda em formação. Mas sabíamos que ganharíamos noutros pontos; na vontade, na ambição, na competitividade e na entrega aos jogos. Portanto, como disse, há vantagens e desvantagens porque há pequenas coisinhas que os mais velhos sabem resolver de uma forma diferente.

 

Por vezes não é fácil defrontar equipas com jogadores mais experientes!

Dificílimo. Em casa [na Medideira ou no Serrado] sentíamo-nos mais à vontade pelo facto de termos um campo grande e uma equipa que praticava futebol de grande qualidade, como era reconhecido por toda a gente. Jogando fora, em campos difíceis contra jogadores mais experientes, por vezes sentíamos mais dificuldade. Apesar disso, fomos tentando impor uma cultura de qualidade desmontando os adversários, pela forma como a impúnhamos no jogo, e acabámos quase sempre por ser felizes.

 

Na equipa B há jovens promissores?

Sim, há, mas como estão condicionados pela idade, não vão conseguir dar seguimento no próximo ano. É este o contexto das equipas B, seja no Amora ou noutro clube qualquer. Mas, volto a dizer que há jogadores promissores, apesar de estarem num clube muito profissional como o Amora, acabam por estar num contexto mais amador porque trabalham ou têm a faculdade e não conseguem estar completamente focados neste mundo do futebol. Mas, alguns, se lhe derem oportunidade podem chegar mais acima.

 

Em equipa que ganha não se mexe. É o que vai acontecer com a equipa técnica liderada por Rui Sá?

Sim, vamos continuar, foi esse o desejo do investidor. Ficámos felizes pelo tratamento que nos deram e pela forma como sempre estiveram connosco e nós, naturalmente, também retribuímos porque é a nossa forma de estar no futebol.

 

A nova época já começou a ser planeada?

Sim, já começámos a trabalhar nela. Tem havido uma análise exaustiva aos jogadores da faixa etária que podem representar a equipa B, bem como na promoção dos sub-19 que integram já a equipa. Como esta competição condiciona as faixas etárias estamos sempre dependentes de algumas regras ou alterações que possam ser estabelecidas por parte da AF Setúbal para prepararmos o mais rapidamente possível a nova competição.

 

Estão previstas muitas mexidas na equipa?

Naturalmente, em consequência das idades que temos que respeitar e porque também partimos para uma competição mais difícil. Como é evidente, vamos tentar apetrechar a equipa com os melhores jogadores jovens que possam rapidamente ser opção para a equipa A que está na Liga 3.

 

Já há data previsível para o início dos trabalhos?

Ainda não, mas devemos começar entre o final de Julho e o princípio de Agosto. Só ficará definida quando saírem os quadros competitivos para a nova época.

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