Chega retira proposta de fiscalização habitacional após contestação dos vereadores

Chega retira proposta de fiscalização habitacional após contestação dos vereadores

Chega retira proposta de fiscalização habitacional após contestação dos vereadores

Eleitos do PS e da CDU sublinharam que medida já se encontra em execução. Movimento SET-V pediu a retirada da deliberação

O Chega retirou a proposta “Fiscalização da Gestão do Parque Habitacional Municipal” depois de o PS e a CDU referirem que os técnicos municipais já estão a fazer a verificação. No final do período de discussão de propostas o debate em torno de uma proposta do Chega relacionada com a gestão do parque habitacional municipal elevou o tom da reunião pública.

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Durante o debate, o vereador do PS, Joel Marques, criticou a iniciativa, defendendo que as questões levantadas pela oposição devem ser apresentadas através dos mecanismos habituais do executivo e não feitas em forma de proposta. O autarca classificou a deliberação apresentada  como “completamente vazia” e afirmou que a sua aprovação representaria “um atestado de incompetência ao atual executivo”.

Também o vereador Nuno Costa considerou que o executivo não pode continuar a aprovar propostas sobre matérias que já estão a ser trabalhadas pelos serviços municipais. O eleito da CDU sustentou que tanto na área da educação como da habitação existem processos em curso, destacando o “trabalho extraordinário” desenvolvido pelos serviços e o elevado número de situações que são acompanhadas.

Perante este entendimento Paulo Maia (SET-V) sugeriu ao Chega a retirada da proposta, defendendo que a questão poderia ser transformada num pedido de esclarecimento ou num relatório sobre o trabalho já realizado pelo município.

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O vereador do Chega, António Cachaço, explicou que a intenção da proposta passava por acompanhar e obter informação sobre o processo em curso. O autarca mostrou-se disponível para retirar a iniciativa e substituí-la por um pedido formal de relatório ao executivo.

A discussão intensificou-se quando a socialista Patrícia Paz recordou que, momentos antes, durante a análise da atualização da Estratégia Local de Habitação, tinha sido referido que os serviços municipais estavam sobrecarregados com os projetos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), argumento que entende, não foi tido em conta durante a apreciação desta proposta.

A observação mereceu resposta imediata da vice-presidente da câmara, Maria do Carmo Tiago, que rejeitou qualquer contradição. A autarca sustentou que os procedimentos já estão a ser desenvolvidos pelos serviços, e que o relatório solicitado pela proposta serviria apenas para reforçar a transparência do processo. Carmo Tiago reiterou que “o trabalho já está a ser feito”.

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Também o vereador socialista Fernando José entrou no debate, classificando a proposta como “um autêntico vazio”. O eleito do PS defendeu que existe a obrigação de conhecer em profundidade os assuntos levados à reunião.

Num dos momentos mais tensos da sessão, José dirigiu-se diretamente a Cachaço, dizendo-lhe para “tentar aprender alguma coisa”, acusando-o de trazer propostas destinadas a “criar ilusões e divisões”. O eleito do Chega reagiu de imediato, considerando que as declarações do socialista são uma falta de respeito que não estava disposto a aceitar.

A iniciativa previa o levantamento da ocupação dos fogos municipais, a análise dos procedimentos de atribuição, a adequação das habitações às necessidades das famílias e a avaliação do estado de conservação do património habitacional do município.

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