Município de Almada vai assinar acordo com EPAL para estudar reforço do abastecimento de água

Município de Almada vai assinar acordo com EPAL para estudar reforço do abastecimento de água

Município de Almada vai assinar acordo com EPAL para estudar reforço do abastecimento de água

Câmara de Almada explica que estão a ser equacionados dois cenários de fornecimento que permitirão assegurar a redundância do sistema

O município de Almada e a EPAL assinam na quarta-feira um acordo para estudar uma solução que reforce a resiliência e a segurança do sistema de abastecimento de água do concelho, foi anunciado esta segunda-feira.

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Em comunicado, a Câmara Municipal de Almada (CMA), explica que estão a ser equacionados dois cenários de fornecimento: um primeiro, com uma capacidade entre quatro e seis milhões de metros cúbicos por ano, e um segundo, entre 10 e 12 milhões de metros cúbicos por ano, que permitirão assegurar a redundância do sistema.

O acordo será assinado entre a CMA, a EPAL – Empresa Portuguesa das Águas Livres, S.A., e os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada (SMAS), e a cerimónia deverá contar com a presença da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e do presidente do Conselho de Administração do Grupo Águas de Portugal, António Carmona.

Segundo a autarquia, atualmente, o sistema de abastecimento de Almada assenta exclusivamente em captações subterrâneas no aquífero da Península de Setúbal, à semelhança do que acontece nos restantes municípios da região.

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O acordo, adianta a CMA, “visa criar condições para diversificar estas origens, através da introdução de fontes de água de natureza superficial, reforçando a resiliência do sistema face à crescente pressão sobre as reservas subterrâneas e aos desafios associados às alterações climáticas, com potenciais impactos na recarga do sistema aquífero Tejo-Sado”.

“No âmbito deste acordo, a EPAL compromete-se a desenvolver, com meios técnicos próprios e, se necessário, com o recurso a equipas externas de especialistas, um estudo para uma solução estrutural de abastecimento a Almada, suportando todos os custos associados”, salienta a Câmara Municipal de Almada.

As conclusões e os relatórios resultantes do estudo serão partilhados com a Câmara Municipal de Almada e com os SMAS.

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A EPAL, adianta a autarquia de Almada, apresentará ao município uma proposta de contrato de fornecimento, que deverá definir, entre outros aspetos, a configuração física e a capacidade máxima do sistema a construir, o regime tarifário, os prazos de execução dos investimentos, a duração do contrato e os volumes anuais a adquirir por Almada.

O município de Almada, esteve em situação de alerta desde o início de julho e até final de agosto devido sucessivas falhas no abastecimento de água, com especial incidência na Costa da Caparica, que levaram à realização de vários protestos por parte da população.

A 9 de setembro, a ministra do Ambiente anunciou que o Governo quer ter dentro de quatro meses uma solução para a falta de água na denominada Margem Sul, partindo da Barragem de Castelo de Bode e/ou do rio Tejo.

Maria da Graça Carvalho, que falava numa audição na Comissão de Ambiente da Assembleia da República, disse que a solução técnica será complementar ao uso de águas subterrâneas e acrescentou que, por despacho já publicado, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Grupo ÁdP (Águas de Portugal) foram incumbidos de apresentar um projeto no prazo de 120 dias.

Face a este anúncio, Inês de Medeiros referiu que os compromissos assumidos pela ministra dão esperança de que esta solução possa estar operacional o mais rapidamente possível.

“Esta solução não substituirá as atuais captações. Destina-se a reforçar a segurança e a resiliência do sistema, reduzindo a vulnerabilidade que ficou tão evidente durante a crise vivida no início deste verão”, sustentou a autarca, lembrando que a crise vivida “tornou clara para todos a fragilidade estrutural” já antes identificada.

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