O evento arranca às 14:00 de sábado e decorre sem interrupções até às 14:00 de domingo
A Casa da Cerca, em Almada, acolhe entre sábado e domingo a maratona “Traço Contínuo – 24 Horas a Desenhar”, uma iniciativa gratuita que desafia tanto especialistas como amadores a participar em 12 oficinas consecutivas orientadas por artistas convidados.
Segundo a Câmara Municipal de Almada, o evento arranca às 14:00 de sábado e decorre sem interrupções até às 14:00 de domingo.
Durante estas 24 horas, as galerias e os jardins da Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea transformam-se num espaço aberto à experimentação, à criação e à descoberta, onde o desenho acontece sem parar.
Segundo a autarquia, o principal objetivo da iniciativa é celebrar o desenho e aproximar a comunidade das artes visuais com a organização a desafiar não apenas quem já pratica a atividade, mas sobretudo quem considera não ter qualquer aptidão para o desenho, estimulando novas formas de olhar, imaginar e criar.
“Com este Traço Contínuo, a Casa da Cerca reafirma-se como um espaço de reflexão e experimentação em torno do desenho, desde um rabisco aparentemente infantil à linha abstrata do desenho expandido, passando pelo desenho de nu, pela paisagem, literal e figurada, e ainda pelo desenho como estratégia de pensamento”, adianta a organização em comunicado.
Nesta maratona, 12 oficinas orientadas por artistas convidados sucedem-se de duas em duas horas, complementadas por múltiplas atividades de participação livre, distribuídas por diferentes espaços da Casa da Cerca e dos seus jardins.
Adriana Molder, Daniel Melim, João Catarino, João Fazenda, Manoel Quitério, Mário Linhares, Mimi Tavares, Pedro Salvador Mendes, Sara Simões, Somayeh Gholami e Susana Lemos são os artistas convidados a desenvolverem oficinas de desenho que aprofundam temáticas, materiais e pontos de vista que se interligam, completam e desafiam.
Segundo a Câmara Municipal de Almada, além das oficinas orientadas, estão disponíveis atividades para experimentar em autonomia, explorando técnicas, suportes e materiais diferentes – da utilização de uma câmara de desenhar à participação num grande desenho coletivo ao estilo ‘cadavre-exquis’.
Tatuagens, massagens de relaxamento e uma sessão de respiração e meditação (integrada no programa “Almada em Forma”) são mais algumas possibilidades para complementar a visita.
Paralelamente, é inaugurada a exposição ‘site-specific’ “A forma é vazia”, de Joana da Conceição, que poderá ser visitada na Piscina (antigas Piscinas de São Paulo, a três minutos da Casa da Cerca) no mesmo horário.
Neste espaço, a artista, com os músicos André Abel, Jorge Martins e Marta Ângela apresentarão, ainda, uma performance às 06:30 da madrugada de domingo.
Situada no antigo Palácio da Cerca, no coração histórico de Almada, a Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea integra desde setembro de 2024 a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.
O edifício, construído no século XVI e transformado ao longo dos tempos, foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 1996.
Ao longo da sua história, o palácio foi residência de fidalgos, comerciantes, membros do clero e diplomatas. Em 1581, acolheu Filipe I de Portugal, nas vésperas da sua entrada solene em Lisboa e, em 1975, serviu temporariamente o Hospital de Almada.
Em 1988, num avançado estado de degradação, o edifício foi adquirido pela Câmara Municipal de Almada, que convidou o artista Rogério Ribeiro, então diretor da Galeria Municipal de Arte, a idealizar um projeto cultural para o espaço, nascendo assim a Casa da Cerca, que abriu oficialmente ao público a 18 de novembro de 1993.