Homenagem a Max Dores: Por José Silva Carvalho, engenheiro, Seixal

Homenagem a Max Dores: Por José Silva Carvalho, engenheiro, Seixal

Homenagem a Max Dores: Por José Silva Carvalho, engenheiro, Seixal

Max Dores nasceu em 18-05-1962 e viria a falecer em 03-09-2026, em Amora

Esta é a minha singela homenagem de amigo e aluno do Prof. Max Dores, conhecido na Comunidade de Amora/Seixal como a personalidade cimeira que por longos anos, aqui dinamizou a modalidade do  Yang Tai Chi Chuan Tradicional em todo o concelho do Seixal, e não só, também com ações de dinamização da modalidade um pouco por todo o distrito de Setúbal.

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Na Amora e no Seixal ficou conhecida a sua colaboração com a Câmara Municipal do Seixal, nomeadamente nos Jogos do Seixal e no grande evento das Seixalíadas. Ultimamente Max Dores dava aulas regulares de Tai-Chi, em Amora, no CCDP- Centro Cultural e Desportivo das Paivas.

Max Dores nasceu em 18-05-1962 e viria a falecer em 03-09-2026, em Amora. Sessenta e quatro anos cheios de vivências, mas uma morte prematura pelos muitos projetos que ele tinha para realizar.

Importa assinalar que teve uma carreira de sucesso no campo profissional, fruto da sua formação de base pela Faculdade Técnica de Esslingen – Alemanha, país onde viveu a sua juventude, antes de regressar a Portugal. Os últimos anos da sua carreira profissional, trabalhou numa multinacional alemã do ramo automóvel, onde desempenhava funções de chefia.

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 Aposentou-se em 2024 e a partir daí passou a dedicar-se mais demoradamente à sua modalidade preferida –  Yang Tai Chi Chuan Tradicional (doravante designado Tai-Chi).

A sua formação na modalidade do Tai-Chi foi obtida na Chinarte (Escola de Formação Profissional),  que tem o reconhecimento da Associação Internacional de Taichi Yongnian.

A morte de Max Dores provocou grande comoção entre todos: família, amigos, alunos e ex-alunos, e na Comunidade em geral. Uma perda enorme e prematura, de um homem que tinha enormes qualidades.

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Do conhecimento que travei com ele ao longo de cerca de cinco anos, durante os quais nos tornamos amigos, tendo eu participado de inúmeras atividades de Tai-Chi, passeios, caminhadas, convívios e muitas conversas, ficaram algumas ideias marcantes sobre Max Dores, de que vos dou conhecimento em jeito de sentida homenagem: O amor à família, a amizade sincera que tinha pelos amigos, mas também, a sinceridade com que punha  os “pontos nos iii” quando achava necessário. A seriedade com que levava a sua atividade de professor de Tai-Chi, com uma dedicação extrema e muito perfecionista. A sua proverbial boa disposição, com que nos contava as suas anedotas sempre com muita graça, e muita rizada à mistura. Era amante da boa mesa e, portanto, foram inúmeros os convívios em que nos reuníamos amigos e alunos, para um bom repasto e sempre uma boa conversa. Sei que fazia passeios de moto com os amigos motards, mas disso não posso falar em causa própria, exceto que ele gostava imenso de se fazer à estrada em convívio com os amigos. Aspeto fundamental nestes tempos que correm, num mundo tão incerto, Max Dores era um homem que tinha ideias claras sobre o mundo, e ele queria um mundo mais justo e fraterno, e portanto era um anti-fascista e um democrata.

Esta singela homenagem ao meu amigo Max Dores, é curta para o que ele merecia. No entanto, éramos praticamente da mesma idade e eu tinha por ele enorme consideração e amizade, e por isso,  deixei-vos estas singelas palavras julgando que estou interpretar o sentir de muitos amigos.

Até sempre meu amigo Max Dores! 

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