Almada anuncia compra de novos reservatórios para reforço da resiliência no abastecimento de água

Almada anuncia compra de novos reservatórios para reforço da resiliência no abastecimento de água

Almada anuncia compra de novos reservatórios para reforço da resiliência no abastecimento de água

Os novos equipamentos constituem uma solução adicional de contingência para armazenamento e disponibilização de água para consumo humano

Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada anunciaram a aquisição de novos reservatórios de grande capacidade para responder a situações de interrupção de água, informou aquele organismo.

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Em comunicado publicado na sua página oficial, os SMAS explicam que reforçaram a sua capacidade de resposta em situações de interrupção do abastecimento de água, com a aquisição de novos reservatórios IBC – contentores de grande capacidade próprios para o armazenamento e transporte de líquidos.

Segundo os SMAS, os novos equipamentos, com capacidade de 1.000 litros cada, constituem uma solução adicional de contingência para armazenamento e disponibilização de água para consumo humano, a utilizar sempre que ocorram interrupções programadas ou imprevistas no abastecimento.

“Estes reservatórios destinam-se, em primeiro lugar, a assegurar o fornecimento de água a clientes prioritários, como unidades de saúde, lares, escolas e bombeiros, podendo também ser utilizados para apoiar outros clientes sempre que as circunstâncias o justifiquem”, salientam.

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Na mesma nota, os SMAS acrescentam que vão agora realizar ensaios de qualidade da água, com o objetivo de determinar as condições e o período adequado de armazenamento de água nestes reservatórios, assegurando a manutenção da qualidade da água para consumo humano.

Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada referem ainda que esta nova capacidade será também integrada na articulação com a Proteção Civil, reforçando os meios disponíveis e a coordenação entre entidades em situações de contingência.

“A aquisição destes equipamentos integra o trabalho de prevenção e preparação desenvolvido pelos SMAS de Almada para reforçar a resiliência do sistema de abastecimento e a capacidade de resposta perante situações que possam afetar temporariamente o fornecimento de água”, sustentam.

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O município de Almada, no distrito de Setúbal, esteve em situação de alerta desde o início de julho e até final de agosto devido sucessivas falhas no abastecimento de água, com especial incidência na Costa da Caparica, que levaram à realização de vários protestos por parte da população.

Hoje a presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, escreveu na sua página oficial no Facebook que ira assinar até ao final de setembro o primeiro acordo entre a autarquia, os SMAS e a EPAL para estudar uma solução complementar de abastecimento de água no concelho.

Na quarta-feira, a ministra do Ambiente anunciou que o Governo quer ter dentro de quatro meses uma solução para a falta de água na denominada Margem Sul, partindo da Barragem de Castelo de Bode e/ou do rio Tejo.

Maria da Graça Carvalho, que falava numa audição na Comissão de Ambiente da Assembleia da República, disse que a solução técnica será complementar ao uso de águas subterrâneas e acrescentou que, por despacho publicado na quarta-feira, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Grupo ÁdP (Águas de Portugal) foram incumbidos de apresentar um projeto no prazo de 120 dias.

Face a este anúncio, Inês de Medeiros referiu que os compromissos assumidos pela ministra dão esperança de que esta solução possa estar operacional o mais rapidamente possível.

“Esta solução não substituirá as atuais captações. Destina-se a reforçar a segurança e a resiliência do sistema, reduzindo a vulnerabilidade que ficou tão evidente durante a crise vivida no início deste verão”, sustentou a autarca, lembrando que a crise vivida “tornou clara para todos a fragilidade estrutural” já antes identificada.

Segundo a autarca, Almada não dispõe, no seu território, das captações necessárias para assegurar autonomamente o abastecimento à sua população.

“Cerca de 80% da água que consumimos é captada no concelho vizinho do Seixal, o que nos deixa excessivamente dependentes de decisões, entendimentos e infraestruturas que não estão inteiramente sob a nossa responsabilidade”, concluiu a autarca.

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