Ana Teresa Vicente: “A Festa das Vindimas tem levado o nome de Palmela a todo o lado”

Ana Teresa Vicente: “A Festa das Vindimas tem levado o nome de Palmela a todo o lado”

Ana Teresa Vicente: “A Festa das Vindimas tem levado o nome de Palmela a todo o lado”

Ana Teresa Vicente

A presidente da Câmara destaca a garra da equipa jovem que organiza o certame. E aponta como momentos altos a eleição da Rainha, a abertura oficial e os cortejos

Ana Teresa Vicente volta a viver a Festa das Vindimas na pele de presidente da Câmara Municipal de Palmela. É a primeira vez neste mandato e a autarca não esconde “orgulho e satisfação”. Defende a modernização da festa, mas desde que esta não perca ou mude a sua matriz tradicional. E diz ter “enorme expectativa” em relação a esta edição, que acontece cerca de um mês antes das comemorações do centenário da Restauração do Concelho.

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Esta edição da Festa das Vindimas tem para si algum significado especial, tendo em conta que será a primeira desde que foi eleita como presidente da Câmara?
Num plano mais pessoal, digamos assim, tem esse gosto: voltar a viver a Festa das Vindimas enquanto presidente da Câmara, o que é obviamente motivo de orgulho e de muita satisfação.
Depois, merece ser sublinhado o facto de continuarmos com uma equipa na organização das nossas festas que é muito jovem, cheia de vontade, de garra, e isso é também motivo de orgulho para nós em Palmela. E há um outro aspecto: é que este ano também vamos assinalar os 100 anos da Restauração do Concelho de Palmela, tema que tem importância nesta festa emblemática.

É fundamental que a Festa das Vindimas preserve os momentos mais identitários, mas que, ao mesmo tempo, se possa modernizar para atrair novas gerações…
Tem havido uma grande preocupação destes jovens que compõem a associação de festas de tocar naquilo que é a tradição. A Festa das Vindimas, como o nome diz, é tudo aquilo que envolve o processo de cultivo da vinha, de produção do vinho, e das iniciativas sociais, recreativas, de convívio, que eram tradicionalmente ligadas também a esta atividade económica. Julgo que tem havido uma grande preocupação de ligar a festa a momentos que, sendo da atividade da vinha e do vinho, envolvem os produtores e as casas que produzem os vinhos.
No fundo, temos sempre uma grande preocupação, e julgo que a associação de festas tem essa função também, de que a Festa das Vindimas não seja só uma festa igual a outras que podem ocorrer noutros sítios. Portanto, há uma preocupação cultural, há uma preocupação com o património, e esse é um elemento também de distinção.

E como é que classifica o impacto real, direto, que esta festa tem na economia local?
É uma festa que traz cá muita gente, por um lado para a visita, para o consumo, para a compra, e também para a vivência dos tais momentos tradicionais. Quando falamos de momentos como o cortejo, nos dois dias, terça-feira e domingo, ou a pisa da uva, a bênção do mosto, tudo isto são elementos muito tradicionais que atraem as pessoas. A divulgação que se faz deste acontecimento, o facto de virem pessoas de muitas zonas diferentes do País, o facto de termos aqui a capacidade de chamar e de juntar outras iniciativas que acontecem no concelho ao longo do ano – repare, nós temos aqui no concelho a única aldeia vinhateira da nossa região –, há uma preocupação de afirmar, na própria Festa das Vindimas, estes outros valores e estes outros projetos.
O indicador mais importante da Festa das Vindimas não é com certeza o resultado económico, a partir da iniciativa em si, mas é justamente a capacidade de, no fundo, pulverizar e de espalhar e neste momento juntar muitas das atividades e das pessoas e dos temas ligados a este sector. Vêm cá especialistas para diferentes momentos, a par do consumidor da região e do País que vem apenas visitar ou passear.
A Festa das Vindimas com as suas rainhas, o facto de Palmela ter tido a sua representante como a representante das Rainhas de Portugal, no que diz respeito às vindimas, tem sido um grande contributo. O nome de Palmela tem chegado a todo lado. Não é indiferente o facto de termos este ano, por exemplo, jovens já com alguma maturidade nas nossas candidatas [a Rainha das Vindimas], significa que se interessaram pelo tema.

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O que não pode faltar à Festa das Vindimas para se afirmar ainda mais?
Os seus momentos tradicionais e sempre, obviamente, alguma capacidade de ir inovando dentro daquilo que é tradicional. Ou seja, não temos de mudar, temos de ir fazendo naturalmente de forma diferente aquilo que continuam a ser os valores e os momentos altos da Festa das Vindimas e acho que as associações têm conseguido saber fazer isso. Portanto, tenho uma enorme expectativa em relação a esta edição, mais uma vez uma expectativa positiva.

Qual é para para Ana Teresa Vicente o momento imperdível na Festa das Vindimas?
Há vários momentos. Acho que para nós, simbolicamente, o momento da abertura da festa é de facto importante. É um momento de grande entusiasmo, expectativa e, portanto, é um momento que fazemos sempre com muita felicidade, alegria. Mas é evidente que não posso deixar de falar na eleição da Rainha das Vindimas, na véspera, e depois os cortejos, acho que os cortejos são talvez dos mais emblemáticos. O cortejo de domingo de manhã, o cortejo dos camponeses com a pisa da uva e a bênção do mosto, acho que é um momento com sentimento para quem o costuma viver, é um momento em que se sente efetivamente a importância da festa e o significado da iniciativa. Portanto, tenho dificuldade em escolher, deixo o convite para a abertura e para o resto do programa, em função dos gostos de cada um.

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