Veículos passam a poder estacionar no parque de estacionamento da praia da Figueirinha

Veículos passam a poder estacionar no parque de estacionamento da praia da Figueirinha

Veículos passam a poder estacionar no parque de estacionamento da praia da Figueirinha

Proposta foi aprovada por unanimidade na reunião do executivo. Estacionamento fica sujeito à lotação do parque

A Câmara de Setúbal aprovou por unanimidade a alteração ao modelo de funcionamento do parque de estacionamento da Praia da Figueirinha. A partir de agora é permitido o acesso de viaturas particulares a uma parte desta infraestrutura durante a época balnear, de acordo com a capacidade disponível.

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A decisão foi tomada em reunião pública do executivo camarário desta quarta-feira, naquela que foi para retificação ao programa “Arrábida Sem Carros 2026”, em vigor até 15 de setembro.

A medida prevê a reabertura parcial do parque de estacionamento da Praia da Figueirinha a viaturas particulares durante o horário de funcionamento do programa e clarifica as tipologias de veículos autorizados a utilizar o espaço.

Na redação anterior do regulamento, o parque encontrava-se proibido de utilização, estando reservado apenas às viaturas dos funcionários das concessões balneares, veículos de duas rodas e viaturas de transporte de pessoas com deficiência identificadas com dístico atribuído pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), até ao limite dos lugares disponíveis.

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Segundo a deliberação “a decisão de desativação foi baseada no facto de não ser possível assegurar, até à entrada em vigor do programa [Arrábida sem Carros 2026], a limpeza dos taludes e das redes dinâmicas do usual parque de concessionários, obrigando à sua relocalização para o parque formal da Praia da Figueirinha”. A limpeza deverá decorrer ainda na primeira quinzena de julho.

A zona poente do parque, que inclui a bolsa de menor dimensão, fica reservada a transportes públicos e coletivos, viaturas autorizadas dos funcionários das concessões, veículos de transporte de pessoas com deficiência portadoras de dístico atribuído pelo IMT, até ao limite de sete lugares, empresas turísticas e viaturas de fornecedores.

A zona nascente, onde se encontra a bolsa de maior capacidade, passa a estar acessível a qualquer viatura até ser atingida a capacidade máxima de estacionamento, incluindo os veículos das reservas das concessões locais e os que excedam a capacidade disponível na zona poente, sem custos para os utilizadores. Fica igualmente permitido, de forma transitória, o estacionamento de veículos de duas rodas neste parque.

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Coral Luísa Todi não atuou por avaria de ar condicionado

“O Coral Luísa Todi tinha, há mais de um ano, um concerto agendado para 3 de julho – como de resto é apanágio das organizações do coral – e na véspera do concerto, no dia do ensaio geral, foi-nos comunicado que o concerto não se podia realizar porque o Fórum Municipal Luísa Todi não dispunha de ar condicionado a funcionar”, explicou Luís Filipe Fernandes presidente do Coral Luísa Todi, durante a sua intervenção no período antes da ordem do público.

O responsável refere que, por parte da Câmara Municipal de Setúbal há “desrespeito” e “incompetência” para com a associação cultural. Luís Liberato, diretor do Departamento de Cultura, Desporto, Direitos Sociais, Saúde e Juventude, disse que o ar condicionado foi afetado pelas intempéries, justificando a avaria.

O maestro do coral, Fernando Malão, complementou a intervenção do presidente. “Nós apresentamos, todos os anos, trabalhos e propostas para as juntas de freguesia. O meu produto artístico, e aquele que lidero, tem como base a população de Setúbal, a população que nos visita e, por isso, todos os concertos que fazemos, esgotamos. Durante seis meses trabalhámos – cantores, pessoas que têm as suas profissões, desempregados – ensaiamos duas e três vezes por semana, intempéries, chuva e sol. A três horas do ensaio geral dizem-nos que ‘não’”.

A vice-presidente do município afirmou que não há diferenças na distribuição de apoios às coletividades, e pede que se marque uma reunião entre o departamento e os responsáveis pelo coral.

O vereador do PS, Fernando José, aponta falta de investimento por parte do atual executivo em funções e “falta de intervenção” nos edifícios municipais, considerando que as únicas intervenções que têm sido realizadas tem sido a pintura das infraestruturas. Sobre a associação em questão, diz que “tem existido uma dualidade de critérios quando se lida com o Coral Luísa Todi”.

Nuno Costa, da CDU, também interveio neste ponto para falar sobre as promessas eleitorais que não foram cumpridas. O eleito diz que “do que se tem ouvido”, referindo-se aos vídeos em que os eleitos referiam problemas que estariam resolvidos, “esperava mais”. “Temos ouvido os feitos do ‘Setúbal de Volta’ e que tinham feito tudo, são os melhores gestores deste mundo e do outro, não se percebe como é que não conseguem resolver uma questão destas”, adiantou ainda.

O vereador Bruno Russo disse, em resposta, que os comunistas não podem exigir trabalho imediato quando “não existiu manutenção de edifícios, nem nos veículos, nem em sistemas nem de nada”, nos últimos quatro anos. “Em 7 meses não se consegue ultrapassar o que não foi feito numa série de tempo”.

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