Os social-democratas exigem que Inês de Medeiros “assuma publicamente a responsabilidade política pela falha na gestão da rede de abastecimento”
A Comissão Política Distrital de Setúbal do Partido Social Democrata (PSD) manifesta a sua mais “profunda preocupação e indignação” perante a grave crise no abastecimento de água que afeta milhares de munícipes no concelho de Almada.
Nas últimas semanas têm sido frequentes os cortes de água e baixa de pressão em algumas freguesias do concelho, situação que se tem agravado mais recentemente. Perante isto, os social-democratas exigem que a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros (PS), “assuma publicamente a responsabilidade política pela falha na gestão da rede de abastecimento”, além disso, querem que seja feito, “de imediato” um “esclarecimento cabal e sem desculpas” para a clarificação transparente aos almadenses sobre o real estado das infraestruturas e as razões pelas quais as medidas de contingência falharam”.
Os social-democratas exigem ainda a “apresentação urgente de um plano de contingência eficaz para o resto do período estival e de um plano de investimentos estruturais que garanta que esta situação nunca mais se repetirá no concelho”.
A isto o PSD Distrital de Setúbal acrescenta que “continuará solidário com as populações afetadas e, através dos seus eleitos locais, usará todos os mecanismos institucionais ao seu dispor para fiscalizar esta situação e exigir a reposição imediata da normalidade e da dignidade que a população de Almada merece”.
Entende o PSD que se Inês de Medeiros “não tem capacidade para responder eficazmente aos problemas que afetam os almadenses só tem um caminho: a demissão”.
“É inadmissível que um concelho com a dimensão, a importância e a centralidade de Almada fique privado de um bem essencial e de sobrevivência básica como a água potável”, refere a Comissão Política Distrital de Setúbal do Partido Social Democrata, em nota de Imprensa.
Ao mesmo tempo, consideram que as “justificações apresentadas até ao momento pelos SMAS de Almada — que se escudam no aumento sazonal do consumo e no calor — demonstram uma gritante falta de planeamento, incapacidade de gestão e desrespeito pelos cidadãos”.
“O aumento do turismo no verão e as temperaturas elevadas não são fenómenos novos nem imprevisíveis. São realidades sazonais que exigem planeamento, investimento contínuo na rede e capacidade de antecipação. Atribuir a culpa ao clima ou aos turistas é uma tentativa inaceitável de sacudir a água do capote”, afirma o presidente da Distrital de Setúbal do PSD.
Frisa ainda, citado na mesma nota de Imprensa, que a “responsabilidade política máxima pela gestão do concelho e pelo bem-estar dos almadenses é da senhora presidente da Câmara, e é a ela que cabe dar a cara perante este falhanço sistémico”.
Para o PSD Distrital de Setúbal “esta crise ultrapassou a barreira do mero incómodo doméstico, transformando-se num problema grave de saúde pública e num rude golpe na economia local, afetando severamente o comércio, a restauração e o turismo em plena época alta, numa altura em que os empresários locais mais necessitam de estabilidade”.
“A intervenção da Entidade Reguladora e a justa revolta da população, materializada em petições e protestos públicos, são o reflexo direto de uma autarquia que falhou na tutela dos Serviços Municipalizados. Os munícipes de Almada pagam as suas taxas e impostos e têm o direito elementar de ver este serviço assegurado com dignidade”, acrescenta o mesmo órgão político social-democrata.