(Câmara Municipal do Montijo, Centro Social de São Pedro, ALISP, PrimoHorta, ACIST DS, APPPN-FN e Adega de Pegões)
Caros Associados,
Os trabalhadores da Associação para a Formação Profissional e Desenvolvimento do Montijo (AFPDM) vêm manifestar a sua profunda preocupação perante a falta de interesse demonstrada por muitos associados em conhecer os factos e as situações que têm sido sucessivamente relatadas relativamente às condições de trabalho e ao respeito pelos direitos laborais no seio da instituição.
Ao longo do tempo, têm sido expostas diversas situações que mereceriam, no mínimo, atenção, reflexão e vontade de apuramento dos factos. Contudo, verifica-se que muitos associados optam por não procurar conhecer a realidade vivida pelos trabalhadores, limitando-se frequentemente a aceitar versões parciais dos acontecimentos, ou seja, dos membros do Conselho de Administração, nomeadamente da professora Teresa Carvalho.
Os trabalhadores consideram igualmente oportuno a demonstrada falta de preocupação por parte das forças políticas que integram o Executivo da Câmara Municipal do Montijo, nomeadamente do Partido Socialista e do Chega. Apesar da relevância das questões levantadas e do impacto que estas têm na vida dos trabalhadores e no funcionamento da Associação, os referidos representantes políticos visitaram a instituição e entenderam reunir-se apenas com os membros do Conselho de Administração, sem qualquer iniciativa de ouvir os trabalhadores ou conhecer diretamente os seus testemunhos e preocupações.
Esta atitude transmite uma mensagem preocupante: a de que a voz dos trabalhadores não merece ser escutada com a mesma atenção que é concedida aos membros do Conselho de Administração. A procura da verdade exige a audição de todas as partes envolvidas. Quando apenas uma das versões é considerada, dificilmente se poderá falar de uma avaliação séria, equilibrada e justa da realidade.
Importa ainda referir uma circunstância que não deixa de suscitar legítimas preocupações entre os trabalhadores da Associação. Um dos membros do Conselho de Administração, nomeadamente a Presidente, Teresa Carvalho, já assegurou a sua continuidade profissional fora da instituição, tendo sido colocada na Escola Secundária Jorge Peixinho para lecionar a disciplina de Matemática, situação que levanta dúvidas sobre o grau de responsabilidade com que encaram as consequências das decisões que têm vindo a tomar.
Os trabalhadores não podem deixar de questionar se aqueles que se encontram em posição de decidir e gerir a Associação têm plena consciência dos impactos das suas opções sobre os trabalhadores e sobre o futuro da própria instituição. As situações denunciadas pelos trabalhadores são de tal gravidade que justificariam uma reflexão séria, transparente e responsável por parte dos órgãos de gestão.
Perante os factos relatados, é legítimo questionar se determinadas decisões e práticas respeitam integralmente os princípios legais, éticos e de boa gestão que devem nortear a atuação de qualquer órgão de administração, questão que merece análise pelas entidades competentes.
Continuaremos a defender a transparência, o diálogo e o respeito por todos os trabalhadores, na convicção de que uma instituição só pode cumprir verdadeiramente a sua missão quando valoriza as pessoas que a constroem todos os dias, sem favoritismos.
Grupo de colaboradores da AFPDM (devidamente identificado)