Fernando José explica que questão de requalificação do parque escolar foi arquitetada pelo governo PS. Nuno Costa defende anterior executivo
Fernando José acusa o movimento independente Setúbal de Volta de aproveitamento político na questão da requalificação do parque escolar, questão votada esta quarta-feira na sessão pública do executivo da Câmara Municipal de Setúbal.
O eleito socialista diz, relativamente à afirmação do movimento independente sobre a resolução deste problema em oito meses de mandato, que “não é mesmo nada verdade”. “Aquilo que tivemos a nível do processo do parque escolar foi do governo do PS com a gestão da CDU na câmara municipal, em que o governo avança com a identificação das escolas de intervenção muito urgente e urgente. Depois há um trabalho do executivo da CDU e, depois, o PS perde as eleições [legislativas], e é com o atual Governo que dá continuidade”, detalhou o líder da bancada socialista no órgão executivo.
Entende Fernando José que é preciso dar reconhecimento ao antigo governo, bem como à antiga liderança da Câmara Municipal de Setúbal – de André Martins.
Termina dizendo que este é “um trabalho conjunto e não de um executivo que chegou há seis meses”.
Nuno Costa, eleito da CDU, reiterou a intervenção de Fernando José defendendo a anterior gestão da autarquia. “Quando se faz uma comunicação, se quiséssemos de facto esclarecer, é que este é um processo que vai já logo, maturado, e é natural que agora se veja o desfecho”.
A ausência da presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, por motivos pessoais (ver página 3), foi outro dos temas em destaque durante o período antes da ordem do dia. O eleito comunista questionou o pedido de suspensão de mandato por parte de Dores Meira, sob pena de “as decisões que tomarmos hoje [ontem] ficarem sem efeito”.
Fernando José foi mais longe e questionou as ausências e renuncias de mandato dos seguintes candidatos pela lista do movimento independente, uma situação a que a vice-presidente Maria do Carmo Tiago, responsável pela autarquia durante a ausência do edil, respondeu que foram pedidos pareceres jurídicos.