Palmela: afinal, um orçamento grande pode ser muito útil

Palmela: afinal, um orçamento grande pode ser muito útil

Palmela: afinal, um orçamento grande pode ser muito útil

19 Maio 2026, Terça-feira
Manuel Henrique Figueira - Munícipe de Palmela -manuelhenrique1@gmail.com

Caro leitor, em 12-05, sobre a aprovação do orçamento municipal, o maior de sempre (105 milhões de euros), publiquei um artigo a perguntar para que serve se uma boa parte não for executada. É o que tem acontecido desde 2014, em que o valor total por executar ultrapassa 136 milhões de euros.

Se não se executa, não se satisfaz as necessidades dos munícipes. Deixo o meu contributo, apenas nas zonas que conheço bem, onde vivo há mais de 20 anos, e nas que uso bastante:

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1 ― Acabar os passeios da estrada de Aires à Estação Ferroviária, em incumprimento das acessibilidades para deficientes motores desde 2004, além de obrigar os munícipes a descer para a faixa de rodagem ao cruzarem-se, e de impedir a circulação de carrinhos de bebé. Só a um quarto se pode chamar passeio (350 m);

2 ― Repavimentar o troço da M-534, entre o viaduto sob da linha férrea e o viaduto sobre a A12 (700 m em estado deplorável: piso e bermas);

3 ― Cortar três pinheiros de muito grande porte em frente à escola EB1/JI de Aires, dois inclinados (um a 45º) sobre a paragem dos autocarros e sobre os cabos eléctricos aéreos da EDP, o terceiro a ocupar a largura do passeio (60 cm);

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4 ― Alargar em 1,5 m o fim da Rua Francisco Carvalho Nunes da Silva (extensão de 10 m), junto ao semáforo da N-252, à custa de um pouco do logradouro de uma pequena casa e de um armazém encerrado há anos. O aperto dificulta o acesso à estrada nas horas de ponta e a manobra dos autocarros, que têm de ocupar as duas faixas para virarem. E não há alternativas para viaturas particulares nem para autocarros;

5 ― Alargar os 50 m do início da Estrada das Serralheiras, a partir da N-252, no acesso ao Colégio St. Peter’s School e ao bairro Casas da Quinta, cuja circulação às horas de ponta é um caos há 25 anos;

6 ― Prolongar a Av. Joaquim Lino dos Reis desde a Rua de Aljubarrota ao acesso à nova rotunda na N-379 (250 m), para haver escapatórias de saída e encurtamento de percursos em Aires, acedendo-se à Volta da Pedra sem circular na saturada N-252;

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7 ― Ligar o final norte da Rua la Lhéngua Mirandesa à rotunda sul da Estação Ferroviária (100 m), evitando fazer 1 km pela Rua Cidade da Praia e Estrada da Estação Ferroviária, para quem vai para Setúbal pela M-534 e Estrada do Vale de Mulatas, ou para as Pontes pela M-534;

8 ― Na Rua Agostinho Pereira:

(a) ― repavimentar o estacionamento superdegradado (dos 500 m só foram reparados 60 m);

(b) ― pintar as três passadeiras de peões que atravessam, transversalmente, as ruas da Urbiaires (apagadas há 10 anos, apesar das reclamações);

(c) ― colocar placas de limitação de velocidade (circula-se a mais de 80 km) ou lombas de acalmia do trânsito (pintando as passadeiras de peões sobre elas);

(d) ― replantar três árvores que morreram há vinte anos (apesar das reclamações);

(e) ― substituir o plátano solitário (no meio das árvores de outra espécie), alvo de reclamação dos residentes pelas alergias dos pólenes. Cortado há mais de 10 anos, rebentou e já entra, de novo, nas varandas;

9 ― Colocar placas de proibição de estacionar num dos lados da Rua Joaquim de Carvalho, cujo estacionamento anárquico, na faixa de rodagem e nos passeios, obriga a circular aos «esses». Fez-se na Rua Capitão Clemente José Juncal, a pedido dos residentes, hoje circula-se normalmente;

10 ― Colocar uma faixa de piso antiderrapante, pelo menos num dos passeios, da Av. da Liberdade, em Palmela, desde a N-379 (junto à paragem dos autocarros), subindo e virando à esquerda em frente ao Serviço de Finanças, até à Av. dos Bombeiros Voluntários (servindo o Serviço de Finanças, o Centro Comercial adjacente, a Escola EB2,3 Hermenegildo Capelo e o bairro em frente). E, na bifurcação anterior, mas subindo a Av. da Liberdade até ao fim da Av. Dr. Juiz José Celestino Ataz Godinho de Matos, junto da EB1 N.º 2 (servindo os CTT, a Conservatória do Registo Civil, o BCP, a Farmácia e o comércio adjacente, o Montepio, o Notário, a Caixa Agrícola, a Escola EB1 N.º 1, a Casa-Mãe Rota dos Vinhos, a Biblioteca Municipal, a Piscina Municipal, o Cine-Teatro S. João, a Humanitária, a CGD, o Quartel dos Bombeiros, o Departamento Urbanístico Municipal, a Escola EB1 N.º 2 e Os Loureiros). Palmela, com a pior orografia possível, não tem um metro de piso antiderrapante, nem na zona mais frequentada.

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