Presidente da Câmara do Seixal voltou a viajar no comboio da ponte e reafirma que a população merece melhor serviço
O presidente da Câmara do Seixal, Paulo Silva, vai reunir-se com a secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, no próximo dia 22 de junho para falarem sobre o serviço da Fertagus e também da extensão do Metro Sul do Tejo ao interior do Seixal, pelo menos até ao Fogueteiro. Duas questões que o autarca considera fundamentais para servir a população do concelho.
A data da reunião foi adiantada pelo próprio autarca a O SETUBALENSE depois deste, na passada quinta-feira, ao fim da tarde, ter realizado mais uma viagem no comboio da Fertagus, entre a estações de Roma Areeiro (Lisboa) e do Fogueteiro (Seixal) para verificar as condições do serviço.
“O serviço da Fertagus continua deficiente e não me vou calar enquanto este não for feito nas devidas condições. Os munícipes do Seixal têm de ser transportados com o devido conforto para o seu local de trabalho e regresso a casa depois de oito horas de trabalho. As condições em que são transportados pela Fertagus são desumanas, isto não é justo. É urgente que o material circulante seja reforçado”, afirma Paulo Silva.
Embora não tenha sido recebido pela administração da empresa ferroviária, o presidente da Câmara Municipal do Seixal teve uma boa surpresa quando chegou à estação da Fertagus no Fogueteiro. “Curiosamente, quando cheguei à estação do Fogueteiro tinha um mail do gabinete da senhora secretária de Estado da Mobilidade dos Transportes a marcar uma reunião para 22 de junho, para falarmos sobre a Fertagus e sobre o Metro Sul do Tejo”.
Entretanto, na passada terça-feira, durante a comemoração do primeiro ano da operação 100% elétrica da ligação fluvial da Transtejo entre Lisboa e a margem sul, período em que foram transportados dois milhões de passageiros, Paulo Silva ouviu o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmar que em 2027 entram ao serviço da Fertagus mais duas carruagens. O que para o autarca é manifestamente pouco.
Na altura, referiu a O SETUBALENSE que este reforço “é um paliativo”, e na quinta-feira voltava a afirmar: “É necessário aumentar o número de material circulante, mas não apenas duas carruagens. Com duas carruagens consegue-se que os comboios que vão com quatro carruagens passem a seis, nas é necessário haver um aumento para todos eles terem oito carruagens, além de mais comboios em circulação para haver o transporte necessário e conforto nas horas de ponta”.
Lembra o autarca que quando a Transtejo fazia constantes supressões de horários na travessia fluvial, não recuou nos protestos até que o serviço fosse estabilizado, e garante que o mesmo vai fazer quanto à Fertagus até que o serviço seja feito nas melhores condições. “Estarei sempre a defender o melhor transporte para a população, foi também por isso que a população confiou em mim”, garante.