Provedor da Santa Casa da Misericórdia quis saber se a Praça de Touros João Branco Núncio tem condições de segurança para receber o evento
A Câmara Municipal de Alcácer do Sal aprovou, por unanimidade, a celebração de um protocolo com o promotor José Charraz – Atividades Tauromáquicas, Lda., com vista à realização de um espetáculo solidário na Praça de Touros João Branco Núncio, a decorrer a 26 de abril, cuja receita reverterá para a conta ‘Reerguer Alcácer’.
O ponto da ordem de trabalhos motivou a intervenção do provedor da Santa Casa da Misericórdia de Alcácer do Sal, Manuel Fura Jorge, receando não estarem garantidas as devidas condições de segurança no recinto para acolher milhares de pessoas, conforme se prevê.
A presidente do executivo, Clarisse Campos, deu conhecimento do parecer favorável, emitido pela Inspeção Geral das Atividades Culturais (IGAC), entidade à qual foi requerida, antecipadamente, “a fiscalização e autorização”, sendo que “o relatório já foi disponibilizado”.
O tema levou Manuel Fura Jorge a querer perceber a posição do atual executivo relativamente ao rojeto para a transformação daquele recinto numa arena multiusos, que já tinha sido anunciado no mandato passado.
Clarisse Campos esclareceu que “a câmara ainda não tem conhecimento do projeto” e que “irá ser requerida uma reunião, com a presença da Santa Casa”. O vice-presidente do executivo, António Grilo, completou dizendo que o executivo ainda está a inteirar-se sobre a obra.
“Existe um projeto, não tivemos, formalmente, conhecimento dele, ainda, mas não existe financiamento. Não existe uma dotação, em termos de financiamento comunitário, que o preveja. Pode haver um valor muito residual para aquilo que é o investimento”.
O vereador deixou, ainda, a questão se o projeto irá equacionar a nova cota de cheia. “Eventualmente, pode haver ajustes ao projeto, não queremos deixar cair, mas temos de encontrar financiamento. É uma questão que temos de colocar em cima da mesa, que não foi colocada, ainda, e terá de ser vista com os projetistas, para que possam analisar esta situação. Fazer um investimento de milhões e milhões de euros, que pode ser falível com novas inundações, pelo menos, a minimização deste impacto deve ser tida em conta”.
O autarca sublinha que “os milhões que se dizia estarem disponíveis, em termos de fundos comunitários para o financiar, não existem. Havia uma dotação de quatro a cinco milhões de euros que podia ser canalizada para aqui, mas se estivermos a falar de um custo de 10 milhões ou mais, teremos sempre de arranjar os outros sete ou oito. Pessoalmente, acho que a nossa cidade e o nosso concelho precisam de um equipamento daqueles e faremos para lá chegar. Não abandonámos o projeto, seguramente. Possivelmente, vamos ter de rever, em termos de infraestrutura e perceber qual o impacto orçamental que isso tem”, concluiu.
Sobre o espetáculo que deverá decorrer no dia 26 ainda não existem informações oficiais.