Atribuição de uma zona do Porto de Sesimbra ao Clube Naval resultante de um acordo com a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra
A Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos (APECATE) receia que a atribuição de uma zona do porto de Sesimbra ao Clube Naval resultante de um acordo com a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, destinada ao estacionamento de embarcações de recreio e lazer, poderá comprometer a atividade marítimo-turística e afetar a economia local.
Esta preocupação é noticiada no site da Travel News – Informação para Profissionais do Turismo e divulgada na página do Facebook da APECATE. “Uma decisão iminente que poderá comprometer seriamente o futuro económico de Sesimbra, colocando em causa dezenas de empresas e centenas de postos de trabalho diretos e indiretos”, refere a associação.
Segundo a Travel News, referindo comunicado da associação, “esta decisão incide sobre o espaço atualmente utilizado pelas empresas de animação marítimo-turística, um setor considerado estruturante para a economia de Sesimbra”.
O Porto de Sesimbra funciona atualmente com três realidades distintas: pesca profissional, náutica de recreio e turismo marítimo. Esta última, responsável por uma parte significativa da dinamização económica, da criação de emprego e da promoção turística de Sesimbra “continua a não dispor de uma área formalmente atribuída para operar”, refere a APECATE.
“Com mais de 90 embarcações em atividade, as empresas marítimo-turísticas têm sobrevivido graças à cooperação informal com o setor da pesca e com a Docapesca”. Considera a APECATE, que caso esta decisão avance o número de lugares disponíveis para a atividade turística ficará reduzida a cerca de 30 lugares, enquanto a náutica de recreio vê “reforçada a capacidade que já dispõe de aproximadamente 300 lugares”.
Para a associação as “consequências claras e preocupantes”, nomeadamente o “encerramento de dezenas de empresas, a perda de mais de uma centena de empregos diretos e impactos negativos na cadeia de valor do turismo local”.
Por tudo isto, a APECATE diz ser imprescindível “encontrar uma solução equilibrada que reconheça o papel estratégico da atividade marítimo-turística e garanta condições mínimas para a sua continuidade”, concluindo ainda o comunicado que Sesimbra “não pode perder um dos seus pilares económicos” e que o mar “não pode deixar de ser fonte de trabalho para passar a ser apenas espaço de lazer”.