Ministro suspende os quatro militares da GNR acusados pelo MP de sequestro

Ministro suspende os quatro militares da GNR acusados pelo MP de sequestro

Ministro suspende os quatro militares da GNR acusados pelo MP de sequestro

Na semana passada, o Ministério Público acusou quatro militares da GNR de Palmela, que ainda se encontram em funções, de três crimes de sequestro agravado

O ministro da Administração Interna decidiu esta segunda-feira suspender preventivamente, por 90 dias, os quatro militares da GNR acusados pelo Ministério Público de sequestro e agressão de três menores em Palmela.

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Segundo o Ministério da Administração Interna (MAI), a decisão de Luís Neves foi tomada com base na proposta apresentada pela Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI).

“Atendendo à gravidade dos factos descritos e às exigências cautelares que o caso impõe, bem como a existência de fortes indícios da prática de infrações muito graves – que, caso se venham a comprovar, consubstanciam a violação de deveres disciplinares, geram alarme social e perturbam a ordem e tranquilidade públicas, sendo suscetíveis de afetar a credibilidade e a confiança dos cidadãos – a IGAI considerou ser esta a medida adequada”, refere o MAI em comunicado.

A decisão de Luís Neves teve igualmente em conta que “as infrações em causa são suscetíveis de aplicação de pena disciplinar de suspensão ou superior, encontrando-se assim preenchidos os requisitos para a aplicação da medida cautelar de suspensão preventiva”, prevista no Regulamento de Disciplina da Guarda Nacional Republicana (GNR).

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Na semana passada, o Ministério Público acusou quatro militares da GNR de Palmela, que ainda se encontram em funções, de três crimes de sequestro agravado, um de abuso de poder, outro de injúria agravada e de falsificação de documento.

Os quatro militares da GNR de Palmela, três homens e uma mulher, são suspeitos de, na madrugada de 11 de abril de 2024, terem sequestrado e agredido três menores que terão saído sem autorização do Centro Jovem Tejo, no distrito de Setúbal, uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) que na altura acompanhava jovens e adultos com comportamentos aditivos e dependências.

Na nota, o ministro sublinha que estes comportamentos “são totalmente excecionais nas forças de segurança, em geral, e na GNR, em particular”, mas afirma que “o exercício da autoridade do Estado só é legítimo quando assenta no estrito cumprimento da lei e no respeito absoluto pela dignidade humana”.

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“O Ministro da Administração Interna tem sido muito claro: os profissionais das forças de segurança que, em circunstâncias exigentes, atuam de boa-fé para cumprir a sua missão têm o seu apoio. Mas comportamentos deliberados que violem a lei, os deveres funcionais e os direitos fundamentais não podem nem vão ser tolerados e terão sempre uma resposta firme”, refere ainda o MAI.

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