A assinatura do protocolo entre a União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro e a Delegação do Montijo da Ordem dos Advogados representa, acima de tudo, uma escolha clara sobre o caminho que queremos seguir enquanto comunidade.
Escolhemos não aceitar que o acesso ao direito seja um privilégio reservado a alguns. Escolhemos não ignorar as dificuldades silenciosas que tantas vezes marcam o dia a dia das nossas populações. Escolhemos agir.
Enquanto Presidente da União de Freguesias de Montijo e Afonsoeiro, tenho plena consciência de que a proximidade do poder local nos coloca perante realidades que não podem ser ignoradas. Todos os dias, chegam até nós pessoas com dúvidas, problemas e situações que, muitas vezes, têm uma dimensão jurídica que não é imediatamente evidente, mas que condiciona profundamente as suas vidas. E quando assim é, não basta encaminhar, é preciso dar resposta.
A criação do Gabinete de Apoio Jurídico nasce precisamente dessa responsabilidade. Não como um gesto simbólico, mas como uma ferramenta concreta ao serviço da população. Um espaço onde os cidadãos possam encontrar esclarecimento, orientação e apoio. Um espaço onde o direito deixa de ser distante e passa a ser acessível.
Acredito firmemente que uma comunidade mais justa se constrói também nestas decisões. Não apenas nas grandes obras ou nos grandes investimentos, mas na capacidade de garantir que ninguém fica para trás. Na capacidade de prevenir conflitos antes que se agravem. Na capacidade de proteger quem mais precisa.
Este protocolo é também um exemplo do que se pode alcançar quando as instituições trabalham em conjunto. A colaboração com a Delegação do Montijo da Ordem dos Advogados permite-nos unir o conhecimento da realidade local à competência técnica indispensável para dar respostas eficazes.
Mas este é, sobretudo, um compromisso político. Um compromisso com a dignidade das pessoas. Um compromisso com a igualdade. Um compromisso com um poder local que não se limita a gerir, mas que assume plenamente a sua responsabilidade social.
Queremos uma freguesia mais próxima, mais justa e mais solidária. E sabemos que isso só é possível quando transformamos intenções em ações concretas.
Porque, no final, é isso que verdadeiramente importa: garantir que ninguém está sozinho perante os seus direitos.