Não havia dinheiro e estava tudo por fazer. Foi com este cenário que o novo executivo se deparou, quando quis definir as celebrações, diz Ilídio Massacote
As comemorações festivas do Natal e da passagem de ano no Montijo estiveram em risco de não se realizar, pelo menos nos moldes habituais. É que a anterior gestão socialista da Câmara Municipal, além de não ter acautelado a preparação das atividades, deixou apenas ao atual executivo uma verba de 150 euros destinada à organização das celebrações.
O caso foi revelado pelo vice-presidente da autarquia, Ilídio Massacote, que tem o pelouro da Cultura, no período antes da ordem do dia da reunião pública do executivo, que decorreu na última quarta-feira nos Paços do Concelho.
“A situação em que encontrámos a preparação destas celebrações revelam um abandono grave e consciente do Montijo por parte do anterior executivo do PS”, disse o autarca eleito pelo Movimento Montijo com Visão e Coração (MVC), depois de ter considerado que as comemorações tiveram um saldo positivo. “Mesmo num contexto exigente, com limitações reais de tempo e orçamento, o concelho viveu um período festivo bem conseguido, com qualidade, identidade e participação”, frisou, sem deixar de tecer duras críticas à anterior gestão socialista.
“Não se trata de exigir que a preparação estivesse totalmente definida ou contratualizada, o que se exigia era o mínimo dos mínimos: planeamento, responsabilidade e respeito pelo concelho e pelos montijenses. Uma rubrica orçamental de 150 euros para o ‘Natal com Arte’ não é um erro administrativo, nem uma distração orçamental. É uma opção política clara, que traduz uma ausência total de planeamento e recusa salvaguardar o valor orçamental minimamente digno para a realização destas festividades”, disparou.
“Mais grave ainda: não estavam assegurados sequer os passos preliminares mais elementares, não existia qualquer planeamento das compras públicas necessárias, não foram feitos contactos prévios com o movimento associativo nem houve articulação com as paróquias para a preparação dos concertos nas igrejas. Absolutamente nada estava feito. Foi deixado tudo por fazer, um presente envenenado deliberadamente deixado ao novo executivo pelo PS”, reforçou Ilídio Massacote.
Compromisso de fazer melhor em 2026
Ainda assim, o novo executivo municipal conseguiu colocar de pé as ações festivas, salientou o autarca do MVC, que realçou o papel fundamental dos funcionários da autarquia e do movimento associativo. “Importa dizer, com frontalidade, que aquilo que foi realizado honrou o Montijo, foi digno, sério, e só foi possível graças ao empenho excecional dos trabalhadores municipais, à dedicação do movimento associativo e à participação ativa dos munícipes.”
Em jeito de balanço, o vice-presidente vincou também que a programação apresentada para celebrar o Natal e a passagem de ano no Montijo veio confirmar a capacidade do atual executivo. “Este resultado demonstra, de forma inequívoca, que quando existe compromisso com o serviço público, sentido de responsabilidade e capacidade de trabalho é possível construir soluções, cumprir escrupulosamente as regras e entregar programação cultural relevante, mesmo sob forte pressão e em circunstâncias adversas herdadas”, observou.
Ilídio Massacote assumiu ainda o compromisso de a autarquia investir no melhoramento das próximas comemorações natalícias e passagem de ano. “Em 2026, faremos um esforço determinado para elevar significativamente os padrões da programação destas celebrações, aproximando-nos daquilo que os montijenses legitimamente exigem e que o Montijo merece”, concluiu.