António Cachaço e Edgar Jesus vão apresentar hoje uma recomendação para que a autarquia garanta habitação a vários profissionais
Os vereadores do Chega eleitos na Câmara de Setúbal pediram “esclarecimentos formais ao executivo municipal” liderado pelo movimento Setúbal de Volta por causa da suspensão do “apoio extraordinário às famílias em contexto escolar”.
António Cachaço e Edgar Jesus dizem, em nota de Imprensa enviada a O SETUBALENSE, que esta era “uma medida que tinha sido criada em período de pandemia e que gerou fortes críticas por parte dos encarregados de educação”.
Dizem que, entretanto, estiveram reunidos com “encarregados de educação e com entidades que trabalham diretamente com crianças e famílias, recolhendo contributos, preocupações e dados concretos sobre as dificuldades sentidas no terreno, sobretudo pelos agregados familiares mais vulneráveis”.
Referindo-se à proposta que o movimento independente vai amanhã apresentar na reunião pública do executivo entendem que estas reuniões tiveram impacto “na decisão do município na reativação da medida” e entendem que esta é uma decisão “sensata e correta” para voltar a garantir “a isenção das refeições escolares e das Atividades de Animação e de Apoio à Família (AAAF), bem como o fornecimento de lanche escolar”.
Os eleitos do Chega dizem também que vão apresentar, na sessão do executivo, uma recomendação “com o objetivo de fixar profissionais de serviços públicos essenciais no concelho” porque, entendem, o município tem dificuldades em manter profissionais necessários ao funcionamento dos serviços públicos.
“Cumprindo aquilo que assumiu de forma clara e transparente no seu programa eleitoral, e mesmo não integrando o executivo em termos governativos, o Chega não abdica das suas responsabilidades nem das promessas feitas aos setubalenses. Para nós, os compromissos eleitorais são para cumprir, dentro ou fora do poder”, escrevem.
Entendem por isso que o executivo em funções deve disponibilizar habitações municipais a custos controlados prioritárias para profissionais de saúde, professores, agentes das forças de segurança e bombeiros, por forma a reconhecer “que os elevados preços da habitação são hoje um dos principais obstáculos à sua fixação em Setúbal”.
Com esta proposta os vereadores pretendem que a cidade sadina seja capaz de “atrair, valorizar e reter quem serve a comunidade”.